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Grupo é suspeito de desviar R$ 126 milhões de aposentados e pensionistas na Paraíba

Investigações apontam para a participação de advogados, servidores públicos e associações fraudulentas, além de um magistrado

Cidades|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Até o momento, investigadores não encontraram vínculo com a operação Sem Desconto Divulgação/CGU - 16.5.2025

Uma operação conjunta da CGU (Controladoria-Geral da União) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), do Ministério Público da Paraíba, cumpriu, nesta sexta-feira (16), seis mandados de busca e apreensão em três cidades da Paraíba e em São Paulo (SP).

Os investigadores acreditam que o grupo possa ter lucrado cerca de R$ 126 milhões com supostos desvios irregulares em aposentadorias e pensões. Até o momento, não há indícios de ligação com a Operação Sem Desconto, que investiga supostas fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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Foram identificadas até agora 11 associações e entidades de fachada que moveram mais de 230 ações coletivas na Paraíba, afetando mais de 100 mil aposentados e pensionistas em todo o país.

O esquema

Segundo os órgãos responsáveis pela investigação, o grupo manipulava o sistema judicial. As ações eram ajuizadas na Comarca de Gurinhém (PB), mesmo sem qualquer vínculo territorial com as partes envolvidas, visando obter decisões judiciais ilegítimas e ilícitas.

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Entre os principais golpes identificados estão:

  • Exclusão de registros negativos em cadastros de proteção ao crédito sem a quitação das dívidas;
  • Suspensão de descontos de empréstimos consignados já efetivados nos contracheques de servidores, aposentados e pensionistas, o que liberava artificialmente a margem consignável para novas contratações;
  • Simulação de homologação de descontos em folha sob a falsa justificativa de contribuição associativa, utilizando acordos fraudulentos com idosos — muitos dos quais não tinham ciência ou compreensão das implicações desses atos.

A investigação também apontou o uso de decisões judiciais para manipular programas de fidelidade de companhias aéreas. As ações visavam garantir a reativação de créditos expirados ou a reversão de regras contratuais dos programas, gerando vantagens financeiras indevidas para os participantes do esquema.

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Mandados

As buscas foram realizadas por equipes formadas por cinco promotores de Justiça do Ministério Público da Paraíba, 26 agentes do Gaeco, dois auditores da CGU e 15 policiais civis, nas seguintes cidades:

  • João Pessoa (PB);
  • Cabedelo (PB);
  • Sapé (PB);
  • São Paulo (SP).

Denúncias

A CGU, por meio da OGU (Ouvidoria-Geral da União), disponibiliza a Plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre outras irregularidades pode enviá-las por meio de formulário eletrônico, acessando o site do Fala.BR.

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As denúncias podem ser anônimas — para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

As orientações para o envio são as seguintes:

  • No campo “Sobre qual assunto você quer falar”, selecione a opção “Operações CGU”;
  • No campo “Fale aqui”, informe o nome da operação e o estado em que ela foi deflagrada.

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