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SC: Passageiros temem aumento de ataques em horários fora de escolta

Polícia contabiliza 60 ataques desde o primeiro dia de ação dos criminosos

Cidades|Da Agência Brasil

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Polícia escolta ônibus em regiões de ataques em Santa Catarina
Polícia escolta ônibus em regiões de ataques em Santa Catarina MARCELO BITTENCOURT/FUTURA PRESS

Apesar de os ônibus de transporte coletivo que circulam a partir das 20h na capital catarinense contarem com escolta policial, passageiros continuam apreensivos com a onda de ataques no estado.

No fim da tarde dessa terça-feira (5), fora do horário de proteção policial, mais um ônibus foi incendiado. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 17h30, no bairro Saco dos Limões, dois adolescentes atearam fogo no veículo da empresa Transol. A PM informou ainda que as chamas atingiram a rede elétrica, deixando parte da região sem luz. Um dos adolescentes foi apreendido e liberado em seguida. Ninguém ficou ferido.


No dia seguinte após o primeiro ataque, que ocorreu em 30 de janeiro, viaturas da Polícia Militar passaram a fazer escoltas a ônibus em Florianópolis. As cidades de Criciúma, no sul do Estado, e Joinville, na região nordeste, também contam com a proteção extra.

De acordo com a PM, o maior efetivo para essa operação está em Joinville, com 43 policiais e 12 viaturas. Em Criciúma, não há interrupção ou diminuição do horário de circulação dos ônibus, pois a escolta funciona 24 horas nas linhas mais críticas.


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Por volta das 21h, no Ticen, passageiros reclamavam da demora e da lotação dos ônibus, como conta o empacotador Lucas Batista, 18 anos.

- Agora, levo até duas horas para chegar em casa. Antes, fazia em uma hora. Tem segurança, mas os ônibus estão demorando muito a sair por conta da escolta.

O Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Florianópolis) acompanhou os embarques dos passageiros durante a noite de terça-feira. Segundo Denísio Linder, secretário de Comunicação da entidade, o ideal seria que a escolta fosse feita em horário ampliado, mas reconhece que o efetivo policial não daria conta da frota de 1,1 mil ônibus do sistema municipal.

A escolta de ônibus do transporte público foi uma das ações anunciadas pelo governo estadual para conter a série de ataques em Santa Catarina. Foram anunciados ainda o reforço do policiamento em áreas identificadas como possíveis alvos e a instalação da sala de situação da PM.

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