Sócio da Kiss deve assumir culpa por incêndio em depoimento nesta segunda-feira
Informação foi dada pelo advogado de Elissandro Spohr, o Kiko
Cidades|Do R7, com Rede Record

Um dos sócios da boate Kiss, em Santa Maria (RS), deve assumir a culpa pelo incêndio que deixou 241 pessoas mortas. Elissandro Spohr, o Kiko, será ouvido pela polícia nesta segunda-feira (18), na Penitenciária Estadual de Santa Maria.
Segundo o advogado Jader Marques, Kiko deve assumir responsabilidade pelo incêndio, mas afirma que ele não se sente o único culpado e deve apontar a participação do Corpo de Bombeiros, Ministério Público, a prefeitura e engenheiros civis. O advogado informou ainda que o seu cliente pretende inocentar Mauro Hoffmann. Ele seria apenas um colaborador financeiro da boate.
O depoimento de Kiko e laudos produzidos pela polícia de Porto Alegre são os únicos elementos que faltam para a conclusão do inquérito. Segundo o delegado Marcelo Arigony, o documento deve ter 10 mil páginas e mais de 700 pessoas prestaram depoimento. Ele não adiantou quantas pessoas devem ser indiciadas no processo.
Desde o dia 28 de janeiro, dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira — o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Augusto Bonilha Leão — estão presos , assim como os dois sócios da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann.
Polícia confirma que boate Kiss estava superlotada na noite de incêndio
A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.
Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.














