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Aluguel de imóveis residenciais em SP cresce e tem melhor mês em maio

As casas e os apartamentos com contrato de até R$ 1.400 por mês foram os mais locados

Economia|Do R7

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As casas e os apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.400 somaram 50,61% dos imóveis alugados
As casas e os apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.400 somaram 50,61% dos imóveis alugados

A locação de imóveis residenciais cresceu 13,09% em maio na cidade de São Paulo em relação a abril, no melhor resultado até agora neste ano, de acordo com levantamento do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo). As casas e os apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.400 somaram 50,61% dos imóveis alugados.

Este ano já teve altos e baixos nesse setor. Janeiro e fevereiro haviam registrado crescimento no número de locações (10,29% e 4,73%, respectivamente), mas em março o movimento ficara negativo em 18,84%. Em abril houve novo recuo, mas atenuado para 0,2%. Com o crescimento de 13,09% em maio, o acumulado de novas locações no ano está positivo em 9,07%.


O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirma que esse “é um resultado muito bom, mas não dá para dizer ainda que seja mais do que um movimento natural do mercado”.

Ele esclarece que tanto o mercado de locação residencial quanto o de venda de imóveis usados se caracterizam por flutuações mensais, “num movimento de gangorra que se alterna devido às características intrínsecas a esses dois mercados”.


— Não se compra ou se aluga um imóvel da mesma forma que se compra uma geladeira ou um carro. São processos de decisão mais lentos, mais pensados, que reclamam maturação e que, represados nessa fase, de repente deslancham num fluxo de negócios que impacta as estatísticas de um mês para outro.

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Descontos até 17,25%

Quem alugou imóvel em maio na cidade de São Paulo conseguiu desconto de até 17,25% sobre o valor original do aluguel, como foi o caso das locações feitas pelas imobiliárias em bairros como Butantã e Cambuci. Os valores dos aluguéis no período caíram 0,35%.

A pesquisa CRECISP mostrou que o aluguel que mais subiu em maio foi o de apartamentos de dois dormitórios situados em bairros como Brasilândia, Campo Limpo e Cangaíba. O aumento foi de 35,08%, com o valor médio passando de R$ 860 em abril para R$ 1.161,67 para maio.

O aluguel que mais baixou em maio foi o de apartamentos grandes, de quatro dormitórios, situados em bairros nobres como Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Brooklin Velho. O aluguel médio desse tipo de apartamento baixou 41,31%, de R$ 6.475 em abril para R$ 3.800 em maio.

A maioria das locações feitas em maio na capital (45,5%) utilizou o fiador tradicional nos contratos. Na sequência, vieram o seguro de fiança (25,18%), o depósito de valor equivalente a três meses de aluguel (22,51%), a locação sem garantia (1,46%), a caução de imóveis (4,99%) e a cessão fiduciária (0,36%).

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Inadimplência aumenta

As 340 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP registraram em maio alta de 6,96% na inadimplência dos inquilinos com contrato em vigor. Ela passou de 3,88% em abril para 4,15% em maio.

Já o número de imóveis devolvidos por inquilinos que desistiram da locação caiu 1,35% em maio na comparação com abril. Os apartamentos e casas devolvidos equivaleram a 72,26% do total de novas locações, percentual que havia ficado em 73,25% em abril.

O número de ações judiciais propostas nos fóruns da capital cresceu 2,78% no período, de 4.503 para 4.628. Aumentaram as ações por falta de pagamento (+ 11,74%, de 1.329 para 1.485) e as ações de rito ordinário (+ 3,39%, de 177 para 183).

As ações que tiveram queda foram as consignatórias (- 25%, de 12 para nove), as renovatórias do aluguel (- 2,61%, de 115 para 112) e as de rito sumário (- 1,08%, de 2.870 para 2.839).

Venda de imóvel usado registra queda

O total de imóveis negociados pelas imobiliárias consultadas na capital derrubou o índice de vendas em 3,22% — estava em 0,3343 em abril e passou a 0,3235 em maio. Foram 67,27% do total em apartamentos e 32,73% em casas.

Os imóveis mais vendidos, com 52,73% das vendas, foram os de preço final até R$ 400 mil. Na divisão por faixa, predominaram as com preço médio de metro quadrado de até R$ 5.000, com 60,81% do total de casas e apartamentos que trocaram de dono.

A pesquisa Creci-SP apurou que os proprietários dos imóveis vendidos em maio concederam descontos médios de 4,72% a 13,6%.

A maioria das vendas foi feita por meio de financiamento bancário, ou 62,64% do total negociados pelas 340 imobiliárias. As vendas à vista somaram 35,71% e as feitas diretamente pelos proprietários representaram 1,65%.

O aumento médio dos preços do metro quadrado dos imóveis usados vendidos em maio na capital foi de 2,29% em relação a abril. Nos últimos 12 meses, o aumento acumulado é de 22,59%, mais de três vezes a inflação de 6,37% medida pelo IPCA do IBGE no mesmo período.

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