Análise: Brasil deve tratar Pix como inegociável, mas precisa tomar medidas contra o crime organizado
Segundo economista, países que não tenham ‘governança rígida’ contra o crime não vão mais poder fazer negócios com EUA e Europa
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo brasileiro apresentou novas medidas aos Estados Unidos para evitar o novo tarifaço, mas deixou claro que o Pix não é negociável, afirmando que a opção bancária é uma infraestrutura pública de acesso aberto. A resposta foi encaminhada pelo Itamaraty ao escritório do representante comercial norte-americano, com a argumentação de que eles não podem impor medidas comerciais por discordarem de escolhas políticas de outro país soberano.
Nesta quinta-feira (2), o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, apresentou ao representante do governo norte-americano um plano de reforço ao controle do Brasil sobre outros pontos questionados, como o desmatamento e o combate ao crime organizado. Além disso, o Brasil ainda alertou que as novas tarifas poderiam ter o efeito contrário ao pretendido pelos Estados Unidos.
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Durante o Conexão Record News, o professor de finanças Pedro Leão Bispo argumentou que todos os países que realmente tentam combater o crime organizado colocam condições e limites para a identificação de atos relacionados à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
“Isso não é privilégio da relação Estados Unidos e Brasil [...]. Ou seja, o país que não estiver estruturado com uma governança rígida que funcione começará a deixar de poder fazer negócios com a Europa e com os Estados Unidos, que é o maior comprador de todos”, enfatizou o especialista.
Bispo ainda apontou que o Pix, além de ser uma ferramenta interna de facilitação entre transações bancárias, também registra “quem pagou, quanto se enviou e recebeu, e quando foi transferido”. Ou seja, é um sistema que também trabalha para revelar os respectivos crimes.
“O que o Brasil tem que fazer é o que está fazendo: propor medidas, se posicionar assim em relação ao Pix [...], mas também é muito importante que, para a sanidade, a saúde das relações internacionais, realmente medidas contundentes sejam tomadas em relação ao combate do crime organizado”, concluiu.
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