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PF faz operação contra grupo suspeito de desviar R$ 90 milhões em emendas Pix

Policiais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal iniciou a Operação Acesso Negado para investigar desvios de R$ 90 milhões em emendas Pix nos municípios de Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima.
  • A operação investiga gestores municipais e empresários por irregularidades em obras financiadas pelas emendas, como serviços não executados ou superfaturados.
  • Parlamentares como Antônio Carlos Nicoletti, Dr. Hiran, Telmário Mota e Jhonatan de Jesus indicaram as emendas, mas não são alvos diretos da operação.
  • O ministro do STF, Flávio Dino, autorizou a operação, que envolve 41 mandados de busca e apreensão em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Federal
PF investiga crimes como corrupção e lavagem de dinheiro Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR), por meio de emendas parlamentares individuais conhecidas como emendas Pix.

A operação mira gestores municipais, empresas e empresários investigados por suspeitas de irregularidades em obras custeadas com as emendas, incluindo serviços não executados, mal executados ou superfaturados. Os recursos sob apuração somam aproximadamente R$ 90 milhões.


Segundo apurou o R7, os parlamentares que teriam indicado as emendas são o deputado federal Antônio Carlos Nicoletti (PL-RR), o senador Dr. Hiran (PP-RR), o ex-senador Telmário Mota e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) e ex-deputado Jhonatan de Jesus.

Eles não foram alvo da operação desta sexta porque, a princípio, não há indicação de que participaram diretamente do esquema.


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino autorizou a operação. Ele determinou o cumprimento de 41 mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.

A operação acontece após a CGU (Controladoria-Geral da União) fazer uma auditoria, por determinação de Dino, nos dez municípios que mais receberam emendas Pix.


As investigações avaliam crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, mas outros delitos podem ser identificados ao longo da apuração.

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