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Brasil propõe ‘mapa do caminho’ aos EUA para tentar suspender possível tarifaço de 25%

Em reunião com representante de Comércio americano, governo mantém defesa do Pix e tenta ganhar tempo antes da entrada em vigor das tarifas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro propôs um "mapa do caminho" aos EUA para evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
  • A proposta inclui medidas como combate ao desmatamento ilegal e redução multilateral de tarifas de importação.
  • O objetivo é adiar as tarifas enquanto as negociações avançam, com um novo encontro agendado.
  • A disputa comercial é influenciada pelo calendário político, com possível solução transitória até outubro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Principal objetivo agora é conseguir o adiamento da aplicação das tarifas Vosmar Rosa/Ministério dos Portos e Aeroportos/Arquivo

O governo brasileiro apresentou nesta quinta-feira (2) uma nova proposta aos Estados Unidos na tentativa de evitar, ou ao menos adiar, a entrada em vigor das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, prevista para 15 de julho.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, se reuniu com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e entregou um “mapa do caminho” com medidas que o Brasil está disposto a adotar e negociar.


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A proposta prevê reforço dos mecanismos de controle em temas que vêm sendo questionados pelos americanos, como combate ao desmatamento ilegal e ao crime organizado. Em contrapartida, o governo deixou claro que não aceitará discutir pontos considerados ligados à soberania nacional, entre eles as críticas ao Pix e decisões do Supremo Tribunal Federal.

Outra medida levada à mesa foi a proposta de reduzir tarifas de importação de cerca de 300 produtos dos setores de máquinas e equipamentos, saúde e tecnologia da informação. A redução, porém, seria aplicada de forma multilateral, para todos os países parceiros comerciais do Brasil, e não exclusivamente para os Estados Unidos.


Segundo interlocutores do governo, o principal objetivo neste momento é conseguir o adiamento da aplicação das tarifas enquanto as negociações avançam. Um novo encontro entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer deve ocorrer na próxima semana.

Após a reunião, o ministro reconheceu a dificuldade das negociações e afirmou que o tempo joga contra o Brasil.


“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra, porque o prazo é 15 de julho. São muitas as questões postas. Infelizmente, algumas questões que não deveriam estar na mesa são trazidas para o debate (…) Não cabe, numa negociação de economia e comércio bilateral, discutir questões ideológicas, eleitoreiras ou pessoalmente oportunistas. Isso não tem cabimento”, disse o ministro.

Nos bastidores, a avaliação do governo brasileiro é que a disputa comercial extrapolou o campo econômico e passou a sofrer influência do calendário político. Integrantes do Executivo consideram que uma eventual entrada em vigor das tarifas em 15 de julho não deverá representar o desenho definitivo da política comercial dos Estados Unidos em relação ao Brasil.


A percepção é de que poderá haver uma solução transitória até outubro e a definição mais estrutural da relação bilateral e das tarifas viria depois, dependendo do ambiente político após as eleições presidenciais no Brasil - e de quem for eleito.

Por isso, a estratégia do governo é manter o canal de negociação aberto e evitar um rompimento das conversas, mesmo diante da proximidade do prazo previsto para o início da cobrança das tarifas.

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