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Análise: falta de protocolo dificulta combate aos crimes contra a indústria

Quase R$ 69 bilhões são investidos em prevenção e cerca de R$ 39 bilhões em prejuízos diretos, segundo a CNI

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O crime custa R$ 107 bilhões por ano à indústria brasileira, com R$ 69 bilhões gastos em prevenção e R$ 39 bilhões em prejuízos diretos.
  • Mais de um terço das empresas industriais são afetadas, com perdas associadas ao crime organizado e atividades criminosas não organizadas.
  • Pequenas empresas enfrentam mais dificuldades em lidar com crimes, enquanto grandes empresas sofrem com roubos de carga.
  • Há falta de um protocolo sistêmico de atuação para combater crimes, afetando a integridade do mercado e resultando em custos repassados ao consumidor.

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O crime tem custado pelo menos R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira. Segundo um levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), são quase R$ 69 bilhões investidos em prevenção e cerca de R$ 39 bilhões em prejuízos diretos.

A pesquisa considerou 1.398 empresas de pequeno, médio e grande porte em 32 setores. Mais de um terço das empresas industriais do país são afetadas. Para a CNI, parte do prejuízo está associada diretamente ao crime organizado.


Pessoa com capacete branco observando máquinas e pilhas de folhas em ambiente industrial
Crime tem custado pelo menos R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira Reprodução/Record News

Em entrevista ao Link News desta segunda-feira (1º), Fabrício Silveira, superintendente de política industrial da CNI, explica que “as empresas não conseguem identificar quanto dessa perda que elas estão tendo, [...] de onde é a origem. Se aquilo é do crime organizado ou se aquilo é de uma ‘atividade criminosa não organizada’, por assim dizer. Mas elas hoje têm, sim, já contabilizada parte dessas perdas por roubo, furto”.

Segundo ele, roubo dentro da empresa é mais comum em micro e pequenas empresas, enquanto o roubo de carga é um problema para as grandes corporações. “Há uma distribuição também heterogênea no perfil da empresa que tem e o tipo de criminalidade, o tipo de ilegalidade que ela enfrenta e que afeta o negócio”, completa.


Silveira ressalta que as empresas são afetadas de maneiras muito distintas, dependendo da região do país e dos modais logísticos, que exigem desafios mais fortes que outros. “As pequenas empresas, no entanto, têm menos preparo, menor capacidade de financiamento. Quando elas são vitimizadas, acabam tendo maiores problemas, eventualmente tendo até que sair do mercado. Para elas, o impacto é maior”, aponta.

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O superintendente destaca ainda que o crescimento de compras por plataformas digitais traz desafios de evolução dos aspectos legais que estão no entorno do formato e do modelo de negócio.


“A gente olha para o crescimento do mercado digital como um dos elementos em que a gente deveria atuar de forma muito aproximada, com um olhar muito novo por parte do Estado. Um olhar que trouxesse um aprimoramento desse conjunto, desse marco legal e também trouxesse mais inteligência para a prevenção, para a mitigação também dos efeitos que esse crescimento desse mercado pode gerar na entrada de produtos que são ilegais aqui no país”, diz Silveira.

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