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‘Forte impacto negativo’: indústria mostra preocupação com tarifa dos EUA para o Brasil

Governo americano sugere nova taxa extra de 25% sobre importações sob a alegação de práticas ‘desleais’ do Brasil

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Empresários e entidades manifestam preocupação com a tarifa de 25% dos EUA sobre importações brasileiras, alegando práticas "desleais".
  • A tarifa pode impactar negativamente a competitividade e investimentos bilaterais, além de aumentar custos.
  • Produtos como carne bovina e café estão excluídos da tarifa, que pode vigorar a partir de 15 de julho.
  • Fiesp e Amcham Brasil destacam a importância de ação rápida do governo brasileiro para mitigar prejuízos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tarifa pode entrar em vigor em 15 de julho Alan Santos/PR

Após a equipe econômica do governo dos Estados Unidos anunciar nesta terça-feira (2) uma proposta para aplicar uma taxa extra de 25% sobre a importação de produtos brasileiros, entidades ligadas ao setor de indústrias e comércio se mostraram preocupadas com a medida, alertando para um “forte impacto negativo” à competitividade e aos investimentos bilaterais, além do aumento dos custos.

A tarifa foi proposta pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em português), sob a alegação de práticas “desleais” do Brasil na relação comercial com os EUA. O Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.


Alguns itens podem ficar isentos da sobretaxa, como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves.

Em nota, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) diz acompanhar o caso “com profunda preocupação” e cita impactos negativos para a indústria brasileira.


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“A diplomacia empresarial cumpriu um papel relevante na negociação das exclusões de uma lista de produtos até aqui. Neste momento, no entanto, é fundamental uma atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação de prejuízos graves às exportações do país antes da decisão final, esperada para julho”, comenta o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A federação comentou, ainda, que está disposta a colaborar com as autoridades e seguirá “empenhada na diplomacia empresarial para reverter as medidas propostas ou mitigar seus impactos no Brasil”.


A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio) também citou eventuais prejuízos ao Brasil caso a tarifa seja levada adiante.

“Caso confirmadas, essas medidas aumentarão custos, reduzirão a competitividade e criarão obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais”, pontua a entidade.

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