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Análise: inflação perde força, mas poder de compra das famílias segue pressionado

Apesar da desaceleração mensal, o IPCA acumulado em 12 meses permanece acima da margem de tolerância da meta

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ipca subiu 0,16% em junho, desacelerando em relação a maio, que foi 0,58%.
  • A Habitação teve a maior alta em junho, com 0,63%, mas desacelerou em relação a maio.
  • No primeiro semestre de 2026, o Ipca acumulou alta de 3,26%, com 4,64% nos últimos 12 meses.
  • Apesar da desaceleração, a inflação ainda está acima da meta, afetando o poder de compra das famílias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,16% no mês de junho, marcando uma desaceleração dos preços em relação a maio, quando foi registrada uma alta de 0,58%. Já em junho de 2025, foi registrada uma variação do IPCA de 0,24%.

O setor que registrou a maior alta de preços no mês de junho foi a habitação, com um aumento de 0,63%. Mesmo assim, houve desaceleração em relação a maio, quando a habitação havia registrado alta de 1,22%. Já a alimentação, que puxou os preços do quinto mês para cima, teve uma deflação de 0,24% no mês passado.


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No primeiro semestre de 2026, o IPCA acumulou alta de 3,26%. Nos últimos 12 meses, o acumulado registrado é de 4,64%. Para o economista Ricardo Buso, esses dados são bastante positivos depois do “susto de maio”, em que houve a inflação de alimentos em uma época em que era esperada uma desaceleração. “O receio era que tivesse mudado uma trajetória, o que felizmente não se confirmou. Nós viemos para patamares mais razoáveis para essa época do ano”, afirmou.

De todos os grupos do IPCA, dois terços deles apresentaram desaceleração, o que é bastante significativo. “A surpresa mesmo veio no subgrupo alimentação no domicílio, que em maio foi 1,65% e agora em junho foi de 0,39%”, relembrou o especialista. Segundo ele, a população vem perdendo poder de compra porque, mesmo com o recuo, a inflação em 12 meses está acima da margem de tolerância da meta de inflação, mas mostrou uma tendência menos grave do que se esperava.


Além disso, Ricardo questiona a pontualidade e a precisão de alguns sinais surpreendentes, já que os indicadores qualitativos “vieram melhores”. O economista fez um alerta sobre um desafio que está por vir e que deve se tornar um novo entrave na vida diária dos brasileiros: “Temos que pensar que tem um El Niño previsto, o que afeta diretamente o consumo das famílias de menor renda, coloca a maior parte do seu orçamento doméstico em alimentos e impacta o IPCA em geral”.

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