Prévia da inflação perde força em maio, mesmo com alimentos e energia mais caros, diz IBGE
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%, acima dos 4,37% observados nos últimos 12 meses
Economia|Do R7, em Brasília
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A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou e ficou em 0,62% em maio, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa registrada em abril (0,89%), informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (27).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%, acima dos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Comparado com o mesmo mês do ano passado, quando o indicador marcou 0,36%, houve uma alta de 0,26 ponto percentual.
📝O indicador tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos.
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Entre os grupos, alimentação e bebidas (1,38%) e habitação (1,03%) registraram a maior variação positiva. Na contramão, os transportes foram o único grupo com resultado negativo (-0,33%).
Segundo o instituto, os maiores impactos vieram da energia elétrica residencial (2,16%), das carnes (1,98%), da higiene pessoal (1,60%) e do leite longa vida (6,07%). Já entre os itens com impactos negativos, estão a gasolina (-1,32%), etanol (-2,73%) e café moído (-2,09%).
No grupo transportes, os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio, com os decréscimos no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%), enquanto o gás veicular teve alta de 2,12%. Já as passagens aéreas aumentaram 3,25%, após recuar 14,32% em abril.
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