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Taxas, Magnitsky, ‘química excelente’: relembre a trajetória do tarifaço de Trump ao Brasil

Apesar da decisão do presidente Donald Trump, o governo brasileiro deve manter os esforços para tentar reverter as taxas

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA impuseram tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, alegando práticas desleais em comércio digital e outras áreas.
  • O governo brasileiro está tentando reverter as tarifas através de mais de 30 contatos com autoridades norte-americanas.
  • As tensões comerciais entre Brasil e EUA começaram com a "tarifa recíproca" de 10% em 2025, e novas tarifas foram propostas após investigações.
  • As tarifas e medidas dos EUA ampliaram divergências políticas, influenciando o cenário eleitoral no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Trump discutiram tarifaço Evelyn Hockstein/Reuters - 26.10.2025

A esperada decisão dos Estados Unidos de aplicar novas taxas ao Brasil é mais um capítulo do impasse comercial e político que se arrasta desde abril do ano passado, quando o presidente Donald Trump anunciou uma “tarifa recíproca” de 10% sobre produtos brasileiros.

De lá para cá, o governo brasileiro tem feito esforços para tentar reverter as taxas. Ocorreram mais de 30 contatos com os norte-americanos, sendo eles presenciais, virtuais ou por telefone. Essas conversas têm acontecido desde o anúncio do tarifaço original, nos níveis presidencial, ministerial e técnico.


Apenas com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, foram feitos 11 contatos.

Apesar das iniciativas do governo brasileiro, depois do primeiro anúncio em abril, uma taxa adicional de 40% foi imposta ao país em julho sob a justificativa de um “caça a bruxas” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que na época era julgado pela tentativa de golpe de Estado.


No mesmo mês, os Estados Unidos ampliaram a pressão sobre o governo brasileiro ao aplicar sanções com base na Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e impor restrições a ministros do governo brasileiro.

Posteriormente, a tarifa de 10% foi retirada para alguns produtos, como carne e café. Mesmo com o mal-estar entre os países, Trump chegou a afirmar que teve uma “química excelente” entre ele e Lula após um breve encontro na Assembleia Geral da ONU (Nações Unidas), em setembro de 2025. Dois meses depois, o norte-americano decide retirar a tarifa de 40% sobre os produtos agrícolas.


Com o clima melhor entre os dois, havia a expectativa de não haver nova taxa, que acabou sendo anunciada em junho deste ano. A proposta é resultado de uma investigação aberta em julho de 2025, que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.

Organizações criminosas

Antes disso, Trump declarou que os EUA iriam classificar o PCC e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, medida vista pelo governo brasileiro como um risco à soberania. O anúncio ocorreu dois dias depois da visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington.


A aproximação de Flávio e as medidas dos EUA ampliaram a divergência política entre os países, gerando uma crise maior no Brasil. A menos de quatro meses para as eleições, essa tensão virou um dos focos da disputa política entre Lula e Flávio, principalmente em relação a uma possível interferência no processo eleitoral brasileiro.

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