Análise: parcelar gastos essenciais é sinal de alerta para o endividamento
Segundo o Banco Central, inadimplência bancária ficou em 4,7% em junho, mesmo após o lançamento do Desenrola Brasil
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
A inadimplência bancária continua em níveis recordes no mês de junho, com a taxa total registrada pelos bancos nas operações de crédito mantendo-se em 4,7%. O Banco Central divulgou as informações nesta quinta-feira (30), e o resultado ocorre mesmo após o lançamento do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, em maio. A inadimplência está no maior nível desde o início da série histórica, em março de 2011.
Para a economista e conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo), Carla Beni, o endividamento vai além dos impactos financeiros e pode afetar diretamente a qualidade de vida da população. Segundo ela, a pressão constante das cobranças e a dificuldade de quitar compromissos comprometem até mesmo o sono dos consumidores. “Ninguém entra nessa espiral por vontade própria”, destaca.
Carla Beni também alerta para a necessidade de desenvolver uma consciência maior em relação ao consumo e ao uso do crédito. De acordo com a especialista, o parcelamento se torna um risco quando passa a ser utilizado para cobrir despesas básicas do dia a dia, como mercado, farmácia e combustível. “Isso é um sinal perigoso de que você pode estar entrando em uma espiral de dívida.” Ela acrescenta que o alto custo do dinheiro no Brasil exige mais planejamento e cautela antes da contratação de novas dívidas.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!













