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‘Todas as categorias melhoraram’, afirma economista sobre emprego no Brasil

Carla Beni destaca fortalecimento dos salários médio e mínimo, mas traz atenção à taxa Selic, que permanece alta

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registrou a menor taxa de desemprego em junho desde 2012, com uma redução de 5,4%.
  • Segundo a economista Carla Beni, o crescimento econômico tem melhorado a qualidade do trabalho e os salários médios.
  • Houve melhorias tanto em empregos formais quanto autônomos, com redução de desemprego de longa duração.
  • Apesar dos avanços, a economista alerta para os efeitos negativos das taxas de juros constantes na economia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Brasil registrou, no fim do trimestre encerrado em junho, a menor taxa de desemprego da série histórica para o mês, com queda do índice para 5,4%. De acordo com dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o índice atingido é o de menor valor para o período desde 2012.

Para a economista conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo), Carla Beni, o resultado mostra como a economia brasileira tem crescido ao longo dos últimos anos, o que, ao mesmo tempo, aumentou a qualidade do trabalho que é oferecido: “Estamos melhorando o salário médio. [...] O salário inicial de contratação também tem melhorado”.


Ao analisar os dados, a especialista ainda notou melhoras tanto nos empregos com quanto sem carteira assinada. “Todas as categorias melhoraram, inclusive diminuiu aquela categoria que a gente sempre se preocupa muito, que são aquelas pessoas que estão procurando emprego há muito tempo e acham que não vão encontrar mais”, comentou Carla durante o programa Conexão Record News.

Apesar disso tudo, a conselheira alerta que, ao mesmo tempo em que a economia se torna mais resiliente, a taxa de juros permanece alta e traz consequências à população: “Ela [a taxa] é espalhada em todos os produtos que nós compramos, por isso que a gente também tem uma inadimplência muito alta”.

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