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Análise: subsídio ajuda, mas problema do Brasil com combustíveis é antigo e estrutural

Dependência do sistema rodoviário torna o país suscetível a oscilações e crises do petróleo, diz economista

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal liberou R$ 550 milhões para a importação de óleo diesel, visando mitigar os efeitos da Guerra do Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil.
  • A medida é provisória e emergencial, sendo gerida pela Agência Nacional do Petróleo.
  • O economista Fernando Agra aponta a dependência do transporte rodoviário como uma fragilidade da infraestrutura brasileira, tornando o país suscetível a crises internacionais.
  • O subsídio pode aliviar os caminhoneiros, desde que haja fiscalização para garantir que o benefício chegue ao consumidor, impactando positivamente a cadeia logística.

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O governo federal anunciou a liberação de R$ 550 milhões para a importação de óleo diesel, a fim de mitigar os efeitos da Guerra do Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. A medida é de caráter provisório e emergencial. O subsídio será gerido pela Agência Nacional do Petróleo.

Para o economista Fernando Agra, a necessidade da medida revela um problema antigo da infraestrutura brasileira. Segundo ele, o país tem uma forte dependência do transporte rodoviário de cargas, enquanto alternativas mais baratas, como as ferrovias, receberam poucos investimentos ao longo das últimas décadas.


O especialista avalia que essa fragilidade torna a economia mais suscetível a crises internacionais e oscilações no mercado de combustíveis. “O preço do petróleo já deu uma queda brusca desde que houve o anúncio do fim da guerra. Na hora de aumentar os preços, é muito rápido. Na hora de cair, cai a passo de tartaruga”, afirma.

Apesar das limitações, Fernando acredita que o subsídio pode trazer algum alívio para os caminhoneiros, desde que haja fiscalização para garantir que o benefício realmente seja repassado ao setor de transporte e, posteriormente, ao consumidor. O economista destaca que a redução dos custos com combustível tende a impactar toda a cadeia logística e contribuir para a diminuição dos preços dos produtos. “Com o combustível mais barato, o frete diminui e o custo final das mercadorias também”, ressalta.

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