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Aneel anuncia bandeira tarifária verde após cinco meses de bandeira amarela

Decisão foi justificada pelo ‘super El Niño’, que pode afetar as chuvas e a geração de energia nos próximos meses

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aneel anunciou bandeira tarifária verde para outubro, sem cobrança adicional.
  • Decisão foi influenciada pelas chuvas e planejamento do setor elétrico, em meio ao fenômeno El Niño.
  • Transição entre períodos seco e úmido aumentou chuvas no Sul e Sudeste, estabilizando reservatórios.
  • Medidas preventivas foram adotadas para enfrentar o super El Niño, com previsão de forte impacto climático.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cobrança adicional na conta de energia foi zerada Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram no período da tarde desta sexta-feira (25) a bandeira tarifária verde para o mês de outubro, sem nenhuma cobrança adicional pelo consumo a partir da próxima quinta-feira (1º).

O alívio ocorre após cinco meses de vigência da bandeira amarela, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio veio conforme as previsões do setor.

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“As chuvas registradas neste mês, aliadas ao bom planejamento junto a todas as entidades que compõem o setor elétrico, principalmente frente ao El Niño, foram imprescindíveis para isso”, declarou o ministro via redes sociais.

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A agência explicou que o início da transição entre os períodos seco e úmido levou ao aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

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“Será possível reduzir o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, disse a Aneel.

El Niño

A atuação do El Niño mantém um cenário de atenção para o período e justifica a decisão. O fenômeno pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas.

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O cenário climático adverso prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia.

O ministro de Minas e Energia liberou, em julho, a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026).

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O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, detalhou previamente que foram adotadas diversas medidas de prevenção. Com o chamado super El Niño, as distribuidoras de energia elétrica estão reforçando os planos de contingência para lidar com eventuais eventos extremos do ponto de vista climático.

Pela previsão do setor, será o maior El Niño da história, com 95% de probabilidade de impacto forte entre outubro e dezembro.

A Aneel comunicou que os geradores de energia dos sistemas isolados do Norte (não conectados ao sistema elétrico) passaram a receber antecipadamente os recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para que ocorra o estoque de combustível na região.

O motivo é a possibilidade de dificuldade de navegação com a previsão de um super El Niño.

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