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Após bater R$ 3,70, dólar recua e fecha o dia negociado a R$ 3,68, maior valor em 13 anos

Moeda dos EUA avançou 1,68% por preocupação com o grau de investimento do Brasil

Economia|Do R7

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Na máxima do dia, a divisa norte-americana alcançou R$ 3,7048
Na máxima do dia, a divisa norte-americana alcançou R$ 3,7048

O dólar subiu mais de 1,5% nesta terça-feira (1º) e fechou encostado em R$ 3,70, refletindo a aversão ao risco nos mercados externos diante de renovadas preocupações com a China e nervosismo com a possibilidade de o Brasil perder seu selo de bom pagador diante da deterioração das contas públicas.

O dólar avançou 1,68%, a R$ 3,6880 na venda, após encerrar agosto com alta de 5,91% e acumular no ano valorização de 36%.


Trata-se do maior nível de fechamento desde 13 de dezembro de 2002 (R$ 3,735). Na máxima do dia, a divisa norte-americana alcançou R$ 3,7048, maior patamar intradia desde 13 de dezembro de 2002 (R$ 3,7750).

"Se agosto foi ruim, setembro começa tão mal quanto", escreveu em nota a cliente o operador da corretora SLW João Paulo De Gracia Corrêa.


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A atividade no setor industrial da China encolheu à taxa mais forte em ao menos três anos em agosto, mostrou o índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial. Preocupações com a economia chinesa, referência para investidores em mercados emergentes e importante parceiro comercial do Brasil, têm provocado apreensão nos mercados globais.


No Brasil, o mercado demonstrava cada vez mais nervosismo sobre a perspectiva de perda do selo de bom pagador do País diante da deterioração das contas públicas do País.

Em relatório intitulado "Admitindo a Derrota", a estrategista para a América Latina do grupo financeiro Jefferies, Siobhan Morden, afirmou que, ao admitir déficit primário para o ano que vem, o governo "completamente paralisa o processo de ajuste". Ela ressaltou ainda que eventual saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do governo não seria mais uma surpresa tão grande quanto há alguns meses.


Dólar caro favorece indústria, mas pressiona inflação

Real foi a moeda que mais perdeu valor em 2015

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu início à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com a venda integral de 9.450 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Se mantiver esse ritmo até o penúltimo pregão do mês, como de praxe, a autoridade monetária rolará o lote integral, correspondente a US$ 9,458 bilhões.

Na véspera, o BC fez leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, mas a intervenção não foi suficiente para evitar que a moeda norte-americana subisse mais de 1% sobre o real. Como nos últimos meses, a autoridade monetária não fez leilão de swaps cambiais no último pregão de agosto.

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