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‘Vai ter impacto no emprego e na renda’, diz economista sobre setores afetados por tarifaço

Ainda segundo entrevistado, estratégia de Trump visa reconstruir a indústria dos EUA; ‘Ele não vai conseguir’, prevê

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros devido a práticas comerciais ilegais e falhas no combate ao trabalho forçado.
  • A tarifa total sobre exportações brasileiras pode chegar a 37,5%, afetando significativamente as exportadoras do país.
  • Donald Trump busca proteger a indústria americana e aumentar tarifas de forma estratégica, mas isso pode elevar a inflação nos EUA.
  • Empresas brasileiras são aconselhadas a buscar novos mercados para mitigar os impactos das tarifas americanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por conta de supostas práticas comerciais ilegais e da acusação de falha no combate ao trabalho forçado, os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (23) uma tarifa adicional de 12,5% a produtos brasileiros. Adicionada à sobretaxa anterior de 25%, as exportações nacionais podem pagar uma alíquota de 37,5%. Além do Brasil, outros 59 países foram alvos do tarifaço de Donald Trump.

“Isso já era esperado e as pressões vão aumentar ainda mais com o passar do tempo. [...] Trump é um presidente protecionista”, afirmou o professor de economia do Ibmec-SP (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais - São Paulo). Ele entende que Trump quer reconstruir a indústria do país após muitas empresas estadunidenses se expandirem para nações onde a mão de obra é mais barata, como a China e o México.


“Trump quer trazer de volta a produção. Ele não vai conseguir, mas está tentando usar as armas que acha que tem. Quer aumentar as tarifas para os países e vai escolhê-los [...] muito mais em uma visão política”, analisou o especialista durante o Conexão Record News desta sexta (24). A longo prazo, a estratégia deve aumentar a inflação enfrentada pelos EUA e diminuir a popularidade do presidente.

Por enquanto, contudo, as exportadoras brasileiras serão as principais afetadas pelos efeitos do tarifaço. “As empresas já deveriam estar buscando outros mercados, só que isso não é fácil. [...] Vão sofrer um pouco, vai ter um impacto no emprego e na renda desses setores. [...] Devemos buscar quem também está sofrendo esse impacto das tarifas americanas para negociar com a gente. Sem dúvida, esse é o caminho”.

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