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Argentina desafia tribunal dos EUA e deposita pagamento da dívida

O país sul-americano quer mostrar que consegue honrar sua dívida

Economia|Do R7

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Ministro argentino Axel Kicillof confirmou o comprometimento do país em cumprir todas as suas obrigações com seus credores
Ministro argentino Axel Kicillof confirmou o comprometimento do país em cumprir todas as suas obrigações com seus credores

A Argentina depositou o pagamento de US$ 161 milhões (R$ 393,65 milhões) em juros de bônus junto a uma entidade local nesta terça-feira (30), disse o ministro da Economia, Axel Kicillof, desafiando o juiz norte-americano Thomas Griesa, que declarou desacato do país na véspera por adotar medidas ilegais para cumprir suas obrigações.

O país sul-americano quer mostrar que consegue honrar sua dívida e que o não pagamento, em julho, aos detentores da dívida reestruturada após o default de 2002 foi resultado de decisões judiciais dos EUA.


"Ao fazer esse depósito, a Argentina confirma novamente seu comprometimento inquebrantável de cumprir todas as suas obrigações junto aos credores", informou o Ministério em comunicado.

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Não ficou claro quantos credores receberão o pagamento de juros antes do prazo de 30 de setembro sem a assistência de intermediários financeiros estrangeiros, o que pode violar as determinações do tribunal dos EUA se eles ajudarem a Argentina.

Se os fundos não chegarem aos credores, um prazo de 30 dias deve ser desencadeado, após o qual o default, que atualmente envolve apenas os bônus Discount, se estenda aos títulos Par.


O banco central depositou o pagamento de juros de seus bônus Par, regidos pela lei internacional, no Nación Fideicomisos após o governo remover o banco que estava encarregado da operação anteriormente, o Bank of New York Mellon, em uma tentativa de contornar as decisões do tribunal dos EUA.

O default de julho da Argentina veio após o juiz Thomas Griesa bloquear no fim de junho o pagamento de juros, ordenando que o país pague totalmente um pequeno grupo de hedge funds norte-americanos que rejeitaram os termos da troca de dívida em 2005 e 2010 antes de fazer o pagamento da dívida reestruturada.

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