Arrecadação de impostos do mercado de cigarros ‘não chega a R$ 2 bilhões’, explica especialista
Para Rodrigo Simões, ação anunciada pelo governo para frear alta dos combustíveis a partir do aumento da tributação do tabaco não seria suficiente
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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As medidas para frear a alta dos combustíveis vão custar mais de R$ 30 bilhões aos cofres públicos. A maior parte da compensação dos gastos virá da arrecadação com tributos sobre a exportação de petróleo, participações e royalties. Mas, para compensar parte dos gastos, o governo federal anunciou na última terça-feira (7) que também iria mexer na tributação dos cigarros.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (8), Rodrigo Simões, economista e professor da Faculdade do Comércio, opina que o governo toma a decisão de elevar os impostos sobre o mercado de cigarros para poder contrabalancear o subsídio que deve ser oferecido para os combustíveis, a fim de não pesar tanto no bolso da população. “Mas tudo está acontecendo muito rapidamente”, completa.
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Segundo Simões, as opiniões de especialistas sobre a decisão divergem. Enquanto uns acham que vale a pena tributar um pouco mais para poder compensar o outro lado, outros acreditam que deveriam deixar os preços flutuarem um pouco mais, porque não depende só do país, ainda que os estados e o governo federal entrem com subvenções do combustível.
“Os gastos com a isenção são R$ 30 bilhões, mas o que vão arrecadar do mercado de tabaco não chega a R$ 2 bilhões. Então, falta dinheiro ainda, e esse dinheiro acaba parando e sendo utilizado no caixa do Tesouro”, pontua.
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