Auxílio emergencial pode custar 8% do PIB se prorrogado, diz Mansueto

Atualmente auxílio custa 2% do PIB, cerca de R$ 37 bilhões, e se prorrogado pode chegar a R$ 149 bi, segundo o secretário do Tesouro Nacional 

Mansueto Almeida é economista e secretário do Tesouro Nacional

Mansueto Almeida é economista e secretário do Tesouro Nacional

Divulgação

O economista Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, afirmou nesta terça-feira (19), que o auxílio emergencial fornecido pelo governo como apoio financeiro a população por conta da pandemia da covid-19 custa o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) do país e pode onerar as contas do governo caso for prorrogado.

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"O auxílio emergencial chega a custar 2% do PIB em três meses, se for prorrogado pode chegar a 8% do PIB, fica impossível prorrogar", afirmou Mansueto em uma live da Câmara do Comércio Brasil-França, justificando que este impacto nas contas do governo poderiam atrapalhar que o país sai da crise.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo e refletem a grandeza da economia do país. No caso do Auxílio Emergencial, o impacto nas contas seria de R$ 149 bilhões.

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O secretário conversou por cerca de 2 horas com alguns empresários e economistas analisando a trajetória econômica do país e o impacto da pandemia nas contas públicas.

Ele destacou também que o Brasil tem uma despesa de assistência social equivalente a de primeiro mundo, elogiou o Bolsa Família, e destacou que esse gasto acaba contribuindo para diminuir impactos sociais decorrentes da pandemia, e também financeiros, entretanto esse gasto, precisa ser equilibrado para que sobre dinheiro para outras áreas como saúde e educação.

Neste ponto, Mansueto destacou que a Reforma da Previdência foi um passo importante para equilibrar isso, já que o Brasil gasta 14% do PIB com previdência social e a reforma permitiu equalizar no longo prazo essa despesa.

O secretário do Tesouro também frisou que ainda é díficil falar sobre a persepctiva do Brasil no pós-crise, mas destacou que ao contrário de crises anteriores, a desvalorização cambial não afeta a dívida do país e que o melhor caminho será "o diálogo político" e que um dos focos no pós-pandemia é a Reforma Tributária.

"Mas precisamos de um ambiente político que permita as pessoas dialogarem, para tentar construir um consenso e conseguir fazer esse país crescer tudo que tem para crescer", afirmou Mansueto.