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‘Menos grave do que parece’, diz economista sobre queda do lucro líquido da Caixa

Rendimentos foram impactados por novas regras do BC para provisões de crédito, que visam conter inadimplência recorde

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Caixa Econômica Federal teve lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34%.
  • A diminuição dos lucros foi causada pelo aumento das provisões para perdas com crédito, dobrou devido a novas regras do Banco Central.
  • Economista Ricardo Buso afirmou que a queda não é tão alarmante e que o banco continua forte em crédito, especialmente no setor imobiliário.
  • As novas regras do BC visam corrigir a análise de risco de inadimplência, impactando todos os bancos e refletindo a preocupação com o endividamento das famílias.

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A Caixa Econômica Federal registrou, no primeiro trimestre de 2026, lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões. O resultado representa uma queda de 34% decorrente do aumento das provisões para perdas com crédito, que mais que dobraram no período em meio às novas regras regulatórias do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência.

A notícia, no entanto, é menos grave do que parece, segundo o economista Ricardo Buso. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (15), ele explica que as provisões indicam que o banco continua com uma operação robusta.


O prédio da Caixa cria uma sombra gigantesca que cobre o estacionamento ao lado do edifício.
Banco continua forte em crédito e com operação robusta, diz Ricardo Buso Reprodução / Record News

“Continua forte em crédito, mais forte ainda em crédito imobiliário, onde domina. Não estamos dizendo que tem nenhum sinal de alerta com a operação do banco, com o resultado. O que mudou é essa regra nova do Banco Central”, ressalta.

Se antes era necessário reconhecer a inadimplência, agora o BC se baseia em um modelo de perdas esperadas. “Isso não atinge só a Caixa, atinge a todos”, destaca o economista. As reservas de crédito destinadas a cobrir calotes ou despesas, espelhadas nos lucros, serão estabelecidas a partir de uma análise de risco futuro.


“Para o sistema, isso é bom. O sistema fica mais robusto, mais confiável. Por outro lado, pelo aspecto do Banco Central, ele está mostrando, evidentemente, uma preocupação com o que está aí. Nós temos um cenário que corrobora isso, que é o endividamento das famílias nas alturas e a inadimplência recorde. Isso por si já é preocupante, mas ele sinaliza um pessimismo de que isso pode crescer. Então esse é o sinal de alerta”, conclui Buso.

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