Economia Balança comercial tem saldo positivo recorde de US$ 10,95 bi em março

Balança comercial tem saldo positivo recorde de US$ 10,95 bi em março

Exportações somaram US$ 33,06 bilhões no mês, melhor resultado da série histórica, impulsionado pelos embarques de petróleo

Reuters
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,956 bilhões em março

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,956 bilhões em março

Reuters/Bruno Domingos -15/10/2010

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,956 bilhões (R$ 55.540 trilhões) em março, maior valor para qualquer mês da série do governo, impulsionada por um salto nas vendas de petróleo, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). 

Pesquisa feita com economistas apontou que a expectativa do mercado para o período era de saldo positivo de US$ 9,05 bilhões (R$ 45.878 trilhões). 

As exportações somaram US$ 33,060 bilhões no mês passado, valor também recorde para todos os meses da série histórica, enquanto as importações atingiram US$ 22,104 bilhões.

O crescimento das exportações foi puxado pela alta da indústria extrativa, de 20,6%, e da agropecuária, de 6,3%. Entre os produtos, o maior destaque foram óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, com elevação de 53,8%, para US$ 5,595 bilhões.

A exportação de petróleo pelo Brasil somou 11,31 milhões de toneladas em março, conforme a Secretaria de Comércio Exterior do MDIC. Esse desempenho ocorreu a despeito do início da cobrança de imposto de importação, de 9,2%, no contexto da compensação à desoneração parcial dos combustíveis, que vai durar quatro meses.

Em fevereiro, os embarques de petróleo despencaram 68%. Na ocasião, o MDIC ressaltou que o registro das exportações de petróleo é tradicionalmente volátil, e previu um março forte.

Acumulado

No acumulado do primeiro trimestre, a balança comercial brasileira está com saldo positivo de R$ 16,068 bilhões, uma alta de 29,8% frente ao mesmo período do ano passado, pela média diária.

O ministério também atualizou suas projeções para o ano de 2023. A pasta projeta exportações de 325 bilhões de dólares este ano e importações de US$ 241 bilhões, levando a saldo positivo de US$ 84 bilhões, acima do superávit de US$ 62 bilhões de 2022.

A expectativa é de que as importações caiam 11,8% em 2023, mais do que a perda projetada de 2,8% das exportações na comparação com o ano passado.

"Em que pese que as exportações estejam crescendo, esperamos uma queda no ano", pontuou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Alves Brandão. "Na importação, há uma queda já no trimestre e, para o ano, essa queda deve continuar", acrescentou.

O recuo projetado das importações está ligado à base de comparação. Brandão lembra que, em 2022, as importações tiveram aumento consistente, em meio à volta do consumo após o abrandamento da pandemia de Covid-19. No ano passado, as importações cresceram 24,2%.

Últimas