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Banco Central define hoje a nova taxa básica de juros

Especialistas apostam que comitê do BC irá aumentar a taxa Selic ao menos 0,25 p.p.

Economia|Do R7, com agências

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Na penúltima reunião do ano, no fim de outubro, o Copom decidiu elevar a Selic pela primeira vez após seis meses
Na penúltima reunião do ano, no fim de outubro, o Copom decidiu elevar a Selic pela primeira vez após seis meses

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) define nesta quarta-feira (3) a nova Selic — a taxa básica de juros da economia que afeta os juros de todas as outras operações financeiras.

A expectativa do mercado financeiro, segundo a pesquisa semanal do BC em instituições financeiras, é de elevação do patamar, atualmente em 11,25% ao ano, em 0,25 ponto percentual. Assim, a Selic encerraria 2014 em 11,5% ao ano.


Na penúltima reunião do ano, no fim de outubro, o Copom decidiu elevar a Selic pela primeira vez após seis meses de manutenção em 11%.

Na ata da reunião, divulgada uma semana depois, a autoridade monetária disse que havia um “balanço de riscos para a inflação menos favorável”. Os técnicos projetaram ainda que a inflação demoraria a convergir para o centro da meta, que é 4,5%.


A expectativa do mercado é que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechará 2014 em 6,45%. Para 2015, a projeção é 6,49%. Analistas e investidores também estão apostando em novas elevações dos juros para o próximo ano, já que projetam Selic de 12% ao fim de 12 meses.

A taxa básica de juros é o instrumento do BC para controle da inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, pois os juros elevados encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando há redução da taxa básica, a tendência é o crédito ficar mais barato, com estímulo à produção e ao consumo.


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Entenda a reunião do Copom

A reunião do Copom ocorre em dois dias. No primeiro, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura nacional, com dados sobre a inflação oficial, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto.

Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa.

Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

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