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Banco Central finaliza hoje reunião que vai reduzir os juros ao menor nível em quase dois anos

Mercado financeiro prevê quarto corte consecutivo de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, de 12,25% para 11,75% ao ano

Economia|Do R7

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Novo nível da Selic vai persistir até o fim de janeiro
Novo nível da Selic vai persistir até o fim de janeiro

O Copom (Comitê de Política Monetária) finaliza nesta quarta-feira (13) a última reunião deste ano. O encontro deve manter a tendência de cortes e reduzir, pela quarta vez seguida, a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 12,25% para 11,75% ao ano, o menor nível desde março de 2022.

Antes de chegarem ao veredito oficial, válido até o último dia de janeiro de 2024, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e os diretores da autoridade monetária avaliam as possibilidades futuras da economia. A definição do patamar da taxa Selic será anunciada após as 18h.


Ontem (12), o Copom promoveu apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro para facilitar o veredito. Para Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac (Associação Nacional de Executivos), a redução a ser anunciada terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito no Brasil.

"Existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores, que na média da pessoa física atingem 122% ao ano, provocando uma variação de mais de 800% entre as duas pontas", explica.


Everton Gonçalves, superintendente da Assessoria Econômica da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), observa que o ambiente externo favoreceu e reduziu as pressões externas que elevavam o grau de incerteza da inflação. Para ele, no entanto, "ainda não se constata um movimento de queda consistente nas expectativas inflacionárias, o que é um fator complicador para a política monetária".

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Na ata da última reunião, quando decidiu cortar a Selic para 12,25% ao ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou a previsão de novos cortes de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros para os próximos meses.

"Se confirmado o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", destaca o documento.

O corte de 0,5 ponto percentual também é aguardado pelo mercado financeiro, que projeta a manutenção do ciclo em 2024 e 2025, com a redução da taxa Selic para, respectivamente, 9,25% e 8,5% ao ano.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso aos demais juros cobrados no mercado, usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, é a taxa Selic que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas e consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A Selic também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando os juros básicos são reduzidos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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