Banco Mundial destaca baixo crescimento da América Latina em 2014
Economia|Do R7
Washington, 13 jan (EFE).- A economia da América Latina e do Caribe desacelerou notavelmente em 2014 e teve crescimento de apenas 0,8%, e o Banco Mundial (BM) espera que recupere levemente em 2015 para 1,7%, em um contexto de arrefecimento de seus parceiros comerciais e a queda dos preços das matérias-primas. Em seu relatório bienal "Perspectivas Econômicas Mundiais" publicado nesta terça-feira, o BM ressaltou perceber divergências na região entre a "brusca" desaceleração da América do Sul, especialmente em Argentina, Venezuela e Brasil, e o "sólido" crescimento do México e da América Central. Em 2013 a economia da América Latina e do Caribe cresceu 2,5%. Em seu capítulo latino-americano, o organismo advertiu especialmente sobre Argentina e Venezuela, países para os que prevê dois anos consecutivos de contração: -1,5% em 2014 e -0,3% em 2015; e -3% em 2014 e -2% em 2015, respectivamente. O Brasil, por exemplo, registrou ano passado praticamente um crescimento nulo, de 0,1%, e a previsão é que cresça somente 1% este ano. Por isso, o BM advertiu que dada "a natureza sistêmica das economias da região, um crescimento menor que o esperado em uma ou mais de uma destas três economias poderia ter um efeito de contágio na região". No resto da América do Sul a situação é mais positiva e estável, e apesar de ter havido redução do crescimento, a expectativa é que continuem uma expansão saudável em 2015. Este é o caso da Bolívia, cujas estimativas para 2015 são de crescimento de 4,5%; o do Equador de 3,8%; Colômbia de 4,4%; Peru com 4,8%, Uruguai com 3,3% e Paraguai 4,3%. Por outro lado está o México, com um crescimento de 2,1% em 2014 e que deve ganhar ritmo em 2015 para 3,3% como resultado da agenda de reformas estruturais aplicadas e o bom funcionamento da economia americana. Também a América Central e o Caribe crescerão a um ritmo mais elevado do que a média regional, ao passar dos 2,4% do ano passado para 3,4% de 2015, com o Panamá crescendo este ano 6,1%, a República Dominicana 4,9%, a Guatemala 3,6%, e a Nicarágua 4,4%, à cabeça. EFE afs/cd











