Logo R7.com
RecordPlus

BC mantém taxa básica de juros em 14,25% pela 8ª vez seguida

Reunião comandada por Goldfajn optou pela conservação da Selic no maior patamar desde 2006

Economia|Do R7

  • Google News
Decisão de manter a Selic em 14,25% foi unânime
Decisão de manter a Selic em 14,25% foi unânime

O primeiro encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) sob o comando de Ilan Goldfajn terminou com a mesma decisão das últimos sete reuniões presididas por Alexandre Tombini. Após dois dias os membros do comitê definiram que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, permanecerá no patamar atual de 14,25% ao ano por ao menos mais 45 dias.

A decisão de manter, pela oitava vez seguida, a Selic no mais alto patamar desde outubro de 2006 foi unânime. Além de Goldfajn, votaram a favor da manutenção Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.


Na nota com o resultado da reunião, o Copom afirma que os indicadores econômicos apontam para a "perspectiva de estabilização da atividade econômica no curto prazo", mas ressaltam que se mantêm preocupados com o "alto nível de ociosidade" no qual a economia opera.

Leia mais sobre Economia e ajuste suas contas


Ao manter a taxa no patamar atual, o BC manifesta que a inflação ainda não está totalmente controlada, mas não deve subir nos próximos meses. A percepção é possível porque a Selic serve como um dos instrumentos da economia para manter a inflação de preços controlada. O fato acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

A decisão do Copom atende às expectativas do mercado, feita semanalmente economistas de diversas instituições financeiras e divulgada pelo BC. O Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que mesmo que o Copom optasse por uma eventual alteração na taxa, o impacto será pequeno nas operações de crédito.


Selic

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.


Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa no patamar atual, vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.

Confira a íntegra do material divulgado após a decisão:

“O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.

O cenário básico com que o Comitê trabalha pode ser resumido pelas seguintes observações:´

O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom mostra perspectiva de estabilização da atividade econômica no curto prazo. Entretanto, as evidências sugerem que a economia segue operando com alto nível de ociosidade;

No âmbito externo, o cenário permanece desafiador. No curto prazo, o ambiente encontra-se relativamente benigno para as economias emergentes. No entanto, a dinâmica da recuperação da economia global permanece frágil, com incertezas quanto ao seu crescimento;

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram, mas seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%; e

As projeções condicionais do Copom para a inflação permaneceram relativamente estáveis nos horizontes relevantes para a condução da política monetária desde sua última reunião, mas recuaram em relação às projeções divulgadas no último Relatório de Inflação. No cenário de referência, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5%. No entanto, no cenário de mercado, a projeção para 2017 está em torno de 5,3%.

O Comitê identifica os seguintes riscos domésticos para o cenário básico para a inflação:

Por um lado, (i) a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente; (ii) incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia permanecem; e (iii) um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação;

Por outro lado, (iv) os ajustes na economia podem ser implementados de forma mais célere, permitindo ganhos de confiança e reduzindo as expectativas de inflação; e (v) o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom.

Tomados em conjunto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.”

Acompanhe todo o conteúdo da Rede Record no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.