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Bolsa sobe 8,57% e lidera ranking de melhores investimentos em maio

Aplicação deve manter resultado em junho, mas especialistas recomendam cautela por causa da crise econômica que ainda atinge o país

Economia|Márcia Rodrigues, do R7

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Apesar de começar maio em queda, Bolsa fechou em alta de 8,57%
Apesar de começar maio em queda, Bolsa fechou em alta de 8,57%

Contrariando as expectativas do mercado, a Bolsa de Valores fechou maio em alta e foi o investimento mais rentável do mês.

Em meio à pandemia do coronavírus, o principal índice da Bolsa, o ibovespa terminou maio com alta de 8,57% e atingiu os 87.402 pontos.

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Enquanto isso, a moeda norte-americana caiu 1,79%, fechou a R$ 5,3404 e teve a primeira desvalorização mensal do ano.

Para especialistas, a recuperação sinaliza uma leve expectativa da retomada da economia pelo mercado.

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“O Brasil foi melhor do que as bolsas internacionais, considerando que começou o mês em um patamar muito baixo e com a classificação de pior bolsa do mundo em termo de performance em 2020, além da pior moeda”, Fernando Ferreira, estrategista chefe da XP Investimentos.

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Ferreira afirma que os investidores estrangeiros chegaram retirar R$ 77 bilhões da bolsa brasileira este ano por causa das incertezas geradas pela economia.

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A crise gerada na área da saúde por causa da pandemia do coronavírus e as discussões políticas também influenciaram negativamente o mercado financeiro.

“O mercado estava temeroso com a divulgação do vídeo da reunião ministerial do governo Bolsonaro pela polícia federal. Como não trouxe nada que não se soubesse, a Bolsa acalmou os ânimos”, diz Lucas Collazo, estrategista de alocação da Rico

Collazo destaca que o movimento mostra que o mercado está voltando a optar por investimentos de risco

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Apesar de rentável, Bolsa continua de alto risco

Para Miguel de Oliveira, diretor executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), com a pandemia do coronavírus não é o momento para se investir em ações.

“A Bolsa de Valores vem sentindo os efeitos da crise gerada pela pandemia do coronavírus e o rendimento das ações depende de as empresas venderem bastante%2C gerar resultado%2C dividendos e lucro.”

(Miguel de Oliveira)

Oliveira destaca que muitas companhias não estão conseguindo bons resultados no cenário atual, o que torna as ações um investimento de risco.

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Para Oliveira, no entanto, mesmo com a baixa rentabilidade das aplicações de renda fixa, elas são a melhor alternativa no momento.

“Estamos enfrentando uma crise muito grande e%2C neste período%2C mais importante do que ganhar dinheiro é tentar preservar o patrimônio ao máximo. Mesmo que isso implique em baixa rentabilidade.”

(Miguel de Oliveira)

Oliveira também ressalta que com a taxa básica de juros baixa não é o momento para contar com rendimentos mensais dos investimentos.

Rendimento da renda fixa cai com Selic baixa

Com os juros no patamar mais baixo da série histórica – a Selic (taxa básica de juros) está a 3% ao ano –, ter uma carteira de investimento rentável passou a exigir mais audácia do poupador.

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Aplicações de renda fixa, como CDB, CDI e poupança, ficaram menos atrativas por proporcionarem rendimento baixo.

“A Selic mais baixa torna os ativos pós-fixados menos rentáveis%2C mas eles não deixam de ser extremamente importantes para manter a reserva de emergência%2C por exemplo.”

(Lucas Collazo)

Para o especialista, não é o momento, porém, de investir em ativos com taxa prefixada.

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“Os ativos que oferecem uma taxa mais a correção pela inflação são ótimas opções para compor a carteira do investidor, porque eles o protegem da inflação, caso o índice volte a subir. O mesmo não ocorre com os prefixados. Se a Selic começar a subir, o investidor vai perder.”

O que esperar para junho?

Ferreira, da XP, estima que os ativos de risco devem continuar bem, mas cenário ainda pede cautela.

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“Acredito que em junho os ativos de risco devem continuar indo bem, mas é importante que os investidores se mantenham cautelosos porque o cenário ainda pede atenção, dado que os impactos econômicos da crise vão continuar a impactar fortemente os resultados das empresas no segundo semestre e também os números de desemprego e de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto].”

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