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Bovespa dispara com ganhos do Bradesco e da Vale 

Ibovespa subiu 3,11% e chegou aos a 40.821 pontos em dia de ajustes técnicos

Economia|Do R7

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Volume financeiro do pregão somou R$ 7,34 bilhões
Volume financeiro do pregão somou R$ 7,34 bilhões

O principal índice da Bovespa fechou em alta de 3% nesta quinta-feira (4), no segundo pregão consecutivo no azul, com as ações do banco Bradesco e da mineradora Vale entre os maiores suportes.

O Ibovespa subiu 3,11%, a 40.821 pontos. Na máxima da sessão, o índice chegou a avançar 4,7%, superando os 41 mil pontos. O volume financeiro somou R$ 7,34 bilhões.


Profissionais do mercado financeiro citaram alguma entrada de estrangeiros, mas atribuíram o movimento principalmente a ajustes técnicos, com empresas e setores que vinham sofrendo bastante na bolsa apresentando forte recuperação.

"Os ativos de risco estão no meio de um processo acentuado e agressivo de ajuste de posições. A dinâmica dos ativos locais, na nossa visão, é o maior exemplo disso", destacou a Icatu Vanguarda.


"A qualidade da alta do Ibovespa, por exemplo, é uma outra indicação desse ajuste técnico, com empresas e setores menos favorecidos pelo cenário econômico — e, portanto, pelo mercado — apresentando forte recuperação" acrescentou

Para a equipe da gestora não há mudanças significativas de fundamentos que justifiquem o tamanho desse movimento, "mas parece cedo para afirmar até onde irá este ajuste".


Profissionais ouvidos pela Reuters também destacam que, dada a elevada exposição vendida de investidores no mercado acionário brasileiro, mesmo movimentos de zeragem de posições têm um impacto significativo no pregão.

Como pano de fundo estão ainda especulações de manutenção da oferta de dinheiro e de manutenção de juro perto de mínimas históricas no exterior, o que favoreceria o refinanciamento a custos menores e estimularia o apetite a risco.


Destaques

A Vale fechou com as preferenciais de classe A com valorização de 11,35%, maior ganho percentual desde novembro de 2008, enquanto as ações ordinárias saltaram 14,76%, maior ganho desde janeiro de 1999.

O movimento da mineradora foi favorecido por nova alta dos preços do minério de ferro na China, bem como recomendação da mesa de negociações do Credit Suisse para reduzir a posição vendida nas ações. No ano, porém, a queda nas duas classes dos papéis ainda supera 20%.

A Gerdau avançou 10,48% capitaneando os expressivos ganhos do setor siderúrgico como um todo. As empresas do segmento têm elevado nível de endividamento e poderiam se beneficiar de recursos externos a preços mais baratos, dada a oferta maior de dinheiro se confirmadas as expectativas de manutenção de juros nos Estados Unidos e na Europa perto das mínimas históricas. CSN subiu 9,76%.

As ações da Petrobras, por sua vez, acompanharam a melhora do humor e a empresa encerrou o pregão com as preferenciais em alta de 5,35% e as ordinárias avançando 7,93%, apesar da volatilidade dos preços do petróleo no exterior, que fecharam em queda. O JPMorgan cortou a recomendação para as ações da companhia para "underweight", ante "neutra", e reduziu os preços-alvos, preferindo aguardar clareza sobre a dívida da companhia.

O Bradesco foi o principal suporte para a alta do Ibovespa nesta quinta-feira, com as preferenciais ganhando 5,45%, ainda reagindo ao anúncio de cancelamento de operação de aumento de capital de R$ 3 bilhões por meio de subscrição particular de ações.

Na véspera, o Conselho de Administração propôs aumento de capital social com reservas de lucros e bonificação de ações. As ações ordinárias dispararam 6,68%, na maior alta desde outubro de 2014. Itaú Unibanco subiu apenas 1,45%, ainda afetado pela avaliação negativa de agentes financeiros sobre as perspectivas divulgas pelo banco nesta semana.

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