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Bovespa tem leve queda após agência retirar grau de investimento do Brasil

O principal índice da Bolsa de São Paulo recuou 0,33% e atingiu os 46.503 pontos

Economia|Do R7

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Reação do Ibovespa se mostrou mais leve do que muitos agentes no mercado previam
Reação do Ibovespa se mostrou mais leve do que muitos agentes no mercado previam

A Bovespa fechou em leve queda nesta quinta-feira (10), após a Standard & Poor's retirar o selo de bom pagador do País, com compras em busca de barganhas e a alta de ações de empresas que se beneficiam do avanço do dólar amortecendo a pressão negativa.

O Ibovespa recuou 0,33%, a 46.503 pontos, pressionado particularmente pelo declínio das ações da Petrobras e de bancos. O giro financeiro totalizou R$ 7,87 bilhões.


A agência de classificação de risco S&P cortou na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, o rating do país para "BB+" ante "BBB-" e sinalizou que pode colocar o País ainda mais para dentro do território especulativo.

A reação do Ibovespa se mostrou mais leve do que muitos agentes no mercado previam. A mínima do dia ocorreu no início do pregão, com queda de 2,3%, e teve duração curta.


Agentes financeiros destacaram que o rebaixamento em si era esperado, particularmente após a proposta orçamentária para 2016 prever um rombo inédito. A surpresa foi o momento da decisão e a manutenção da perspectiva negativa.

Entre os suportes para a relativa resiliência do Ibovespa, o destaque ficou para a avaliação da Fitch Ratings de que ainda há elementos que apóiam o grau de investimento do Brasil.


Mas ainda expectativa de que mais alguma agência de rating tirar o grau de investimento do País, o que obrigaria vários fundos estrangeiros a desmontarem suas posições no Brasil.

No início da tarde, o Ibovespa chegou a subir 0,34%, em meio a expectativas de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, trouxesse novidades sobre medidas para um ajuste fiscal mais rigoroso em coletiva à imprensa. Sem novidades, a fala de Levy frustrou o mercado.


Os estrategistas de mercados emergentes do UBS Geoff Dennis e Howard Park afirmaram que, normalmente, um rebaixamento do rating é visto como a última fração de más notícias e uma oportunidade compra, mas que esse não é o caso atual do Brasil.

"Com a economia brasileira contraindo acentuadamente, o consenso político para reformas desgastado, o ímpeto dos resultados corporativos enfraquecendo e o real ainda sob pressão, é provável que existam mais más notícias à frente", afirmam em relatório.

Próximo do fechamento, a S&P divulgou o corte dos ratings de várias empresas brasileiras, entre elas Petrobras, para "BB", com perspectiva negativa, enquanto Vale teve sua nota mantida. Agora, duas das três principais agências de risco classificam a nota de crédito da Petrobras com grau especulativo.

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