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Brasil já cortou quase 500 mil vagas de trabalho com carteira assinada neste ano, diz Caged

Em junho, foram fechados 157.905 postos de trabalho no pior resultado para o mês desde 1992

Economia|Do R7

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Julho representou o quarto mês seguido de cortes no País
Julho representou o quarto mês seguido de cortes no País

O Brasil fechou 157.905 vagas de trabalho formais durante o mês de julho e já acumula a redução de 494.386 postos com carteira assinada somente neste ano. O resultado é o pior para julho desde 1992, ano em que os dados começaram a ser analisados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Antes dos dados divulgados nesta sexta-feira (21) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o pior julho para a geração de empregos havia sido registrado no ano de 1995, quando foram reduzidas 64.217 vagas com carteira assinada. 


Os dados apresentados são negativos pelo quarto mês seguido. No ano, o único mês que apresentou geração de vagas foi março, quando foram criadas 19.282 postos de trabalho formais.

A informação de que os dados do Caged apresentariam resultado negativo já havia sido antecipada nesta manhã pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. Questionado, ele disse que o resultado deveria ficar perto do de junho, quando houve a eliminação de mais de 111 mil postos de trabalho.


No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de criação de vagas formais no País está negativo em mais de 778 mil. O valor corresponde à redução de 1,88% no contingente de empregados contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

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Em julho, os setores que registraram as maiores perdas de postos foram a Indústria de Transformação (- 64.312), os Serviços (- 58.010), o Comércio (- 34.545) e a Construção Civil (- 21.996). Na outra ponta aparece apenas a agricultura, que abriu 24.465 postos no mês passado. O resultado do setor foi o maior para o mês desde 2010.


Estados

Entre os Estados brasileiros, 24 reduziram o nível de vagas formais em julho. Os principais destaques negativos ficaram com São Paulo (- 38.109), Rio de Janeiro (- 19.457), Rio Grande do Sul (- 17.818) e Minas Gerais (- 16.712).

Com geração de vagas de trabalho com carteira assinada para o período ficaram os Estados do Pará (+2.634), Maranhão (+ 2.121) e Mato Grosso (+ 770).

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