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Brasil não está "vulnerável" às turbulências globais, diz Mantega 

Ministro ressaltou investimentos estrangeiros e reservas econômicas do País  

Economia|Do R7

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Mantega em apresentação do balanço do PAC nesta terça (18)
Mantega em apresentação do balanço do PAC nesta terça (18)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta terça-feira (18) que a economia brasileira esteja "vulnerável" às atuais turbulências do mercado, como sugeriram os Estados Unidos, e afirmou que o país está blindado pois possui reservas de R$ 898 bilhões (US$ 376 bilhões).

Mantega analisou a situação econômica na apresentação, em Brasília, do balanço da segunda etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O ministro afirmou que o Brasil é a "quinta maior reserva monetária do mundo e aqueles países que têm maiores reservas são os que estão melhor posicionados" diante da crise global.


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Na semana passada, o Fed (Federal Reserve), banco central americano, divulgou um relatório que citou Brasil, Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia como as economias emergentes "mais vulneráveis" à crise e ao impacto da gradual redução dos estímulos à economia americana.


Segundo Mantega, a tese "é um equívoco", pois os riscos que os países enfrentam em momentos de volatilidade são a "falta de créditos e de recursos", o que não é o caso do Brasil, assegurou. O ministro também argumentou que o País tem uma dívida externa de R$ 788 bilhões (US$ 330 bilhões), valor "menor que suas reservas", e que apenas 7% desse total é de curto prazo, por isso as necessidades de financiamento imediatas do Brasil "são muito pequenas".

Mantega também garantiu que o País se mantém entre os cinco primeiros destinos para o investimento estrangeiro, calculado em cerca de R$ 167 bilhões (US$ 70 bilhões) anuais.


— Temos um forte fluxo de entrada de investimentos e concentramos mais de 4% de todo o investimento estrangeiro direto no mundo.

Do mesmo modo, Mantega rejeitou que o Brasil se encontre em uma situação de "fragilidade cambial" e assegurou que a cotação do real frente ao dólar se mantém em níveis adequados. Além disso, reiterou que a inflação se manteve nos últimos anos dentro das metas que foram traçadas pelo governo e está "sob controle", apesar de desde 2010 se situar por volta de 5% e superar a taxa de crescimento.


— A inflação não só está sob controle, mas além disso está se desacelerando, o que cria o cenário adequado para a aceleração da economia.

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