Brasil tem saldo negativo recorde em transações correntes para maio
O déficit foi influenciado pela balança comercial e remessas de lucros ao exterior
Economia|Do R7

O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,635 bilhões (cerca de R$ 14,75 bilhões) em maio, recorde para esses meses e influenciado pela balança comercial e remessas de lucros ao exterior, e novamente não sendo financiado completamente pelos investimentos produtivos.
Em maio, os Investimentos Estrangeiros Diretos no País somaram US$ 5,963 bilhões (R$ 13,25 bilhões), informou o Banco Central nesta terça-feira (24). O número veio um pouco melhor do que o esperado pelos economistas consultados pela Reuters, que previam o IED em US$ 5,2 bilhões (R$11,56 bilhões).
A pesquisa também mostrou que as projeções para o déficit em conta corrente ficaria em US$ 6,65 bilhões (R$ 14,78 bilhões) em maio, um pouco acima das contas do próprio BC para o período, de saldo negativo de US$ 6 bilhões (R$ 13,34 bilhões).
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No acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit em conta corrente do País ficou em 3,61% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo País. Entre janeiro e maio, o rombo está em 40,074 bilhões de dólares.
O saldo negativo da conta corrente — que abrangem a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior — foi impactado pelo baixo superávit da balança comercial em maio, de US$ 712 milhões (R$ 1,58 bilhão), pior resultado para esses meses desde 2002. Também continuou pesando a remessa de lucros e dividendos, que somou US$ 2,356 bilhões (R$ 5,23 bilhões) em maio, bem próximo ao montante de US$ 2,363 bilhões (R$ 5,25 bilhões) em igual mês do ano passado, informou o BC.
Os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens atingiram US$ 1,735 bilhão (R$3,85 bilhões) em maio, ante US$ 1,699 bilhão (R$ 3,77 bilhões) em igual mês do ano passado.
O BC também manteve sua projeção de déficit em transações correntes neste ano em US$ 80 bilhões (R$ 177,88 bilhões), também não mexendo em suas contas para o ingresso de IED no período, em US$ 63 bilhões (R$ 140,08 bilhões).
No entanto, reduziu a US$ 5 bilhões (R$ 11,12 bilhões) a estimativa de superávit da balança comercial neste ano, ante US$ 8 bilhões (R$ 17,79 bilhões), diante da fraqueza das exportações brasileiras.
A autoridade monetária também reduziu para US$ 26 bilhões (R$ 57,81 bilhões) a perspectiva de remessa de lucros e dividendos em 2014, US$ 1 bilhão (R$ 2,22 bilhões) a menos do que a estimativa anterior.
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