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Calorão faz indústria ampliar em 20% produção de ventiladores para atender à demanda

Com procura em alta, fábricas também produziram 15% mais ares-condicionados no início de 2014

Economia|Vanessa Beltrão, do R7

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Com o calor, ventiladores estão entre os produtos mais procurados
Com o calor, ventiladores estão entre os produtos mais procurados

Nas ruas, o assunto é um só: Que calor é esse? Com nove capitais brasileiras registrando temperaturas recordes no início do ano, quem está lucrando com a venda de ventilador, climatizador e ar-condicionado são as lojas.

Segundo o presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, a produção de ventiladores, em janeiro e início de fevereiro, já é cerca de 20% maior em 2014 na comparação com o mesmo período do ano passado. No caso do ar-condicionado, a produção está 15% maior neste ano.


Kiçula explica que normalmente a indústria produz 10% a mais do que o pedido dos empresários do comércio, mas, em 2014, a demanda foi bem maior.

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— Este ano foi excepcional. Os estoques do varejo acabaram e os da indústria, também. Porém, a indústria estava preparada para produzir mais.

Apenas na primeira semana de fevereiro, os sites Extra.com.br, Pontofrio.com e CasasBahia.com.br tiveram uma venda de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado equivalente ao que foi comercializado em todo mês de janeiro do ano passado.


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Já nas lojas do Magazine Luíza, a venda de ventiladores foi cinco vezes maior em 2014 frente ao mesmo período de 2013. A rede tem 740 unidades em todo o Brasil e o reabastecimento desse produto tem sido diário. No caso do climatizador e do ar-condicionado, a comercialização triplicou.


Dados da Eletros apontam que as vendas dos ventiladores para os empresários do comércio vêm acontecendo desde 2012, quando foram vendidos em média 10,5 milhões de produtos e, em 2013, esse número já chegou a 11,5 milhões.

O mesmo acontece com o ar-condicionado. No ano passado, foram vendidos cerca de 3,64 milhões dos modelos split frente a 2,35 milhões em 2012. Para Kiçula, esse aumento a cada ano acontece também porque esses produtos se popularizaram.

— Os preços diminuíram [e aumentou] a facilidade para comprar. Agora estão silenciosos e menores, e as instalações simplificaram.

Apesar de ainda ser cedo para constatar, com o calor, a expectativa é que as vendas, em 2014, desses produtos superem as de 2013.

— Em janeiro e fevereiro, [as vendas] vão ser maiores do que no ano passado. Então o primeiro semestre já saiu na frente.

O secretário de direitos humanos da Força Sindical, Vanderlei dos Santos, foi um dos que não suportou o calor e comprou recentemente um ar-condicionado no modelo portátil por R$ 2.400. O produto tem até rodinhas, e Santos consegue levar o produto para qualquer parte do apartamento.

— Fui investir num bem. Por força da circunstância, fui obrigado a comprar o ar-condicionado para a família não passar mal.

Além disso, Santos tem ventilador de teto em cada cômodo do apartamento.

— Nunca senti necessidade de ter ar-condicionado. O clima nosso sempre foi agradabilíssimo. Agora, ultimamente, devido às mudanças climáticas, ou se espera por muito calor ou se espera por muito frio. 

Comércio eletrônico

De acordo com a E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, nos últimos meses, houve um crescimento real na venda dos aparelhos de ar-condicionado e dos ventiladores na internet.

O ar-condicionado lidera, desde outubro do ano passado, o ranking de vendas na internet brasileira. É o produto mais procurado hoje e está dentro da categoria de eletrodomésticos, que atualmente é segunda que mais vende, com 13% de participação. Já os ventiladores e circuladores de ar estão em terceiro (janeiro de 2013), tendo subido da sexta posição (dezembro do ano passado). 

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