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Capriles propõe medidas para Venezuela superar crise econômica

Economia|Do R7

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Caracas, 14 jan (EFE).- O líder da oposição e o candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais da Venezuela, Henrique Capriles, propôs nesta quarta-feira uma série de medidas para que o país supere a grave crise econômica, causada especialmente por causa da queda dos preços do petróleo no mercado internacional. "Temos que exigir que o governo interrompa os 'presentes petroleiros'. Não podemos seguir dando petróleo a nenhum país do planeta", afirmou Capriles, acrescentando que esse gasto custa US$ 7 bilhões anuais aos cofres públicos. Além disso, defendeu um aumento da produção petrolífera venezuelana. Segundo ele, o país produz cerca de três milhões de barris ao dia a 40 anos, e apontou que a crise atual nas cotações beneficia os países que mais produzem. Indicou também que o governo de Nicolás Maduro deve "parar de ameaçar" as empresas privadas do país. Para Capriles, enquanto não houver produção nacional não haverá maneira de fazer o PIB crescer, nem de conter a inflação anualizada de 63%. "Muita gente se pergunta: por que há essa escassez? O governo destruiu a produção nacional. Sem ela, o Estado precisa importar mais e essas importações são pagas em dólares", criticou. O líder da oposição afirmou que as filas de venezuelanos que tentam comprar produtos de primeira necessidade nos supermercados são "consequência da política irresponsável do desperdício" e da "corrupção governamental". Capriles pediu também o fim do segredo da alocação de divisas nas medidas de controle de câmbio vigentes no país desde 2003, avaliado por ele como "o maior antro de corrupção da história da Venezuela". "Essas propostas podem se tornar realidade com a pressão do povo", acrescentou o opositor, também governador do estado de Miranda, além de exigir que o governo respeite à Constituição do país. "Isso é uma mudança. Esse modelo é insustentável e chegou o momento de tomar atitudes", afirmou Capriles, indicando que o atual governo está em fase terminal. As medidas e um plano de protestos serão discutidos com os representantes da oposição que fazem parte da aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD). Informações sobre o cronograma das manifestações serão divulgadas nas próximas horas. "É uma mentira de Nicolás Maduro dizer que aqui há uma guerra econômica. Aqui há uma economia de guerra. E frente à economia de guerra temos necessariamente, neste momento, tomar ações. Viemos aqui hoje para isso", reiterou. EFE nf/lvl

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