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Classe C diz que já está gastando menos no supermercado

Alta da inflação afetou o consumo e diminuiu a ida dos brasileiros aos pontos de venda

Economia|Do R7

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A Nielsen detectou que a confiança dos consumidores na América Latina está em baixa desde o ano passado
A Nielsen detectou que a confiança dos consumidores na América Latina está em baixa desde o ano passado

Quase metade das famílias brasileiras que faz parte da chamada da classe C (47%) disse que já reduziu suas compras nos supermercados nos últimos seis meses, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular nesta sexta-feira (20).

A análise destaca que 41% dos entrevistados continua comprando a mesma quantidade de produtos e apenas 12% estão comprando mais. 


Fazendo uma projeção para os próximos seis meses, o Data Popular descobriu que 45% dos entrevistados pretendem comprar menos, 36% manterão o carrinho com os mesmos produtos adquiridos nos meses anteriores e 19% devem aumentar o número de produtos adquiridos.

Confiança dos consumidores em baixa


Uma pesquisa divulgada no início do mês pela Nielsen detectou que a confiança dos consumidores na América Latina está em baixa desde o ano passado. Isso acontece devido à diminuição das perspectivas de emprego em três dos sete países latino-americanos e ao declínio das percepções de finanças pessoais em todos os países, exceto Peru. Além disso, o sentimento de recessão aumentou sete pontos percentuais, tanto no Brasil (73%) e Chile (59%) - os níveis mais altos desde que a Nielsen começou a mensurar esse sentimento em 2008.

No Brasil, o resultado negativo do índice de confiança é reflexo dos elevados níveis de incerteza sobre a situação econômica do País segundo análise de Luis Arjona da Nielsen Brasil.


— Além dos níveis baixos de crescimento esperados em 2015, a inflação manteve-se acima das metas oficiais, e há uma preocupação crescente com o aumento das taxas de desemprego. Por outro lado, a equipe econômica recém-nomeada tomou medidas para restaurar a confiança, aumentando as taxas de juros para subjugar a inflação e prometendo restaurar a disciplina fiscal. Denúncias de corrupção na Petrobras, a maior empresa brasileira, e a queda acentuada dos preços do petróleo contribuíram ainda mais para a incerteza em relação ao mercado ser o sentimento geral do consumidor. Pontuações de confiança do consumidor relativamente baixas devem permanecer em um futuro próximo, até que a região embarque em um caminho claro para a recuperação econômica.

Inflação


No ano passado, a mesma consultoria já havia detectado que alta dos preços voltou estar o hábito de consumo dos brasileiros. A Nielsen apontou que isso determinou uma retração de 4,2% na frequência de compra dos consumidores.

Na ocasião, o executivo de atendimento da empresa Henrique Reis destacou que diminuir as idas ao ponto de venda [supermercado, mercadinho, atacado] era um indício da racionalização de compra para manter as conquistas obtidas nos últimos anos, diante da atual ameaça inflacionária.

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