CNI avalia que indústria terá baixo crescimento em 2014
Segundo gerente da entidade, crescimento de 2% é uma expectativa otimista para 2014
Economia|Do R7

O crescimento da indústria brasileira em 2014 deve ser semelhante ao de 2013, quando houve pequeno crescimento do setor, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). No quadro atual, de acordo com o gerente executivo de Política Econômica da Confederação, Flávio Castelo Branco, o crescimento de 2% da indústria é uma expectativa otimista para 2014. O indicador de horas trabalhadas registrou em 2013 o pior resultado desde 2008, quando houve queda de 9,8%. No ano passado, a queda foi de 2,5%.
— Isso reverte expectativa de recuperação mais expressiva das indústrias.
Castelo Branco afirmou, entretanto, que a taxa de câmbio mais desvalorizada pode favorecer o crescimento do setor.
— A taxa de câmbio mais desvalorizada favorece a competitividade nas exportações e na competição com importados no nosso mercado.
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O gerente afirmou ainda que medidas como a desoneração de folha e a redução do custo de energia podem gerar melhora da competitividade.
— Mas ainda seguimos com dificuldade que não conseguimos superar, que é o ciclo de juros... Essa combinação para manter inflação sob controle termina sendo desfavorável para o setor industrial.
Janeiro
A indústria encerrou 2013 em ritmo lento, conforme divulgou nesta quarta-feira (5) a CNI. Castelo Branco adiantou, entretanto, que em janeiro os indicadores "podem vir mais positivos que os do fim do ano". Nos últimos meses do ano, segundo a CNI, houve uma forte perda da intensidade da atividade da indústria, especialmente em dezembro. Todos os indicadores do último mês do ano passado apresentaram queda na comparação com o mesmo mês de 2012, com exceção do emprego. No ano, entretanto, esses mesmos indicadores apresentaram alta.
— A indústria em 2013 foi muito oscilante. Na média, houve pequeno crescimento... O ano de 2013 foi um ano de recuperação, mas de recuperação fraca. Mal deu para retomar patamares anteriores... A indústria mostra certa dificuldade de retomar ritmo de crescimento de forma mais permanente. Os dados anuais positivos são fruto de um efeito sobe desce que dominou todo o ano.
Faturamento
O faturamento foi o indicador que apresentou a maior alta no ano, de 3,8%. O efeito câmbio explica esse resultado, segundo Castelo branco.
— Nos períodos de valorização do real, temos perda de faturamento da indústria. Agora, com melhoria do patamar de cambio, isso permite rentabilidade melhor
Ele aponta também que, se o câmbio se mantiver no atual patamar, haverá efeito favorável para o faturamento da indústria também neste ano.
Castelo Branco afirmou que as pressões sobre a moeda dos países emergentes vão permanecer ao longo de 2014.
— Um dólar mais valorizado por um lado é melhor, mas temos que levar em conta que as moedas dos outros emergentes também estão desvalorizando em relação ao dólar e isso faz com que dificuldades de competição nesses mercados permaneça... O ambiente internacional não é tão amigável para economias emergentes.














