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Com atuação do Banco Central, dólar fecha abaixo de R$ 3,80 nesta quinta-feira

Temores de alta dos juros nos Estados Unidos ainda afetam cotação da moeda norte-americana

Economia|Do R7

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Cotação da moeda norte-americana teve queda de 0,53% hoje
Cotação da moeda norte-americana teve queda de 0,53% hoje

O dólar fechou abaixo de R$ 3,80 nesta quinta-feira (5), com a atuação do Banco Central compensando os temores de que possível alta dos juros norte-americanos neste ano reduza a atratividade de ativos brasileiros.

O dólar recuou 0,53%, a R$ 3,7765 na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana atingiu R$ 3,7656 e, na máxima, foi a R$ 3,8183.


Ontem, a moeda norte-americana havia avançado 0,69%, reagindo a dados fortes sobre a economia dos Estados Unidos e declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, indicando que os juros nos Estados Unidos poderiam subir em dezembro.

"Parece que o BC está deixando um recado para o mercado com estes novos leilões de linha, de que não se sente confortável com um dólar acima dos R$ 3,80", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.


O BC realizou nesta tarde leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a operação não teve a finalidade de rolar contratos já existentes.

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É a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no câmbio.

O BC também deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a US$ 1,780 bilhão, ou cerca de 16% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.


A intervenção do BC trouxe alívio aos investidores, que têm se mostrado preocupados com a possibilidade de que o Fed eleve os juros em dezembro. O temor, que impulsionava o dólar em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano é de que juros mais altos nos EUA atraiam à maior economia do mundo recursos aplicados em outros países.

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Nesta manhã, o próprio BC reconheceu essa possibilidade, com o diretor de Política Econômica, Altamir Lopes, afirmando que há indícios de que o início do processo de normalização da política econômica nos EUA pode ser em dezembro.

O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmou nesta tarde que a alta de juros continua indefinida e sujeita a dados econômicos, mas é possível defender que a economia está pronta para o fim da era da crise econômica global.

"É bom apertar os cintos porque parece cada vez mais claro que os juros vão subir no mês que vem", disse o operador de uma corretora internacional. Ele ressaltou, no entanto, que números muito fracos sobre a geração de emprego nos EUA, que serão divulgados na sexta-feira, podem mudar essas apostas.

Mesmo com o alívio recente, economistas consultados pela Reuters ainda esperam que o dólar volte acima de R$ 4 nos próximos meses. A moeda atingiria R$ 4,03 em janeiro e R$ 4,12 daqui a um ano, segundo a mediana das projeções de 24 instituições na pesquisa.

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