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Com pressão de alimentos, preço na porta da fábrica sobe em julho

No mês passado, 16 das 23 atividades pesquisadas apresentam alta de preços

Economia|Do R7

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Em termos de influência, sobressaíram alimentos (0,23 p.p.) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,15 p.p.)
Em termos de influência, sobressaíram alimentos (0,23 p.p.) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,15 p.p.)

O preço na porta da fábrica, medido pelo IPP (Índice de Preços ao Produtor), teve um aumento médio de 0,68% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no acumulado deste ano, o indicador atingiu 3,67%, contra 2,97% em junho. Já na comparação com julho de 2014 (acumulado em 12 meses), os preços aumentaram 7,62%, contra 6,60% em junho.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos 'na porta de fábrica', sem impostos e fretes, de 23 setores das indústrias de transformação. No mês passado, na comparação com junho deste ano, 16 das 23 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 15 na pesquisa anterior.

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As quatro maiores variações observadas em julho se deram entre os produtos compreendidos nas seguintes atividades industriais: fumo (2,63%), outros equipamentos de transporte (2,40%), calçados e artigos de couro (1,64%) e borracha e plástico (1,47%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (0,23 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,15 p.p.), outros equipamentos de transporte (0,06 p.p.) e borracha e plástico (0,05 p.p.).

Já o indicador acumulado no ano atingiu 3,67%, contra 2,97% em junho/15. Entre as atividades que, em julho/15, tiveram as maiores variações percentuais no acumulado no ano sobressaíram: outros equipamentos de transporte (16,58%), fumo (15,00%), papel e celulose (12,58%) e madeira (9,58%). Já em termos de influência, os setores em destaque foram: outros produtos químicos (0,83 p.p.), alimentos (0,46 p.p.), papel e celulose (0,44 p.p.) e veículos automotores (0,40 p.p.).

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No acumulado em 12 meses, a variação de preços ocorrida foi de 7,62%, contra 6,60% em junho. As quatro maiores variações de preços ocorreram em outros equipamentos de transporte (30,43%), fumo (29,01%), papel e celulose (22,26%) e madeira (20,56%). As principais influências vieram de alimentos (1,26 p.p.), outros produtos químicos (1,19 p.p.), veículos automotores (0,92 p.p.) e papel e celulose (0,75 p.p.).

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Alimentos

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Em julho, os preços do setor variaram em média 1,17%, maior taxa desde março (1,70%). Com isso, os produtos alimentares acumularam, no ano, 2,33% de aumento e, em 12 meses, a variação foi de 6,41%, maior resultado desde junho de 2014 (6,56%).

Os produtos de maior influência foram 'resíduos da extração de soja', 'carnes de bovinos frescas ou refrigeradas', 'sucos concentrados de laranja' e 'rações e suplementos para animais'. No caso dos derivados de soja, além do câmbio, a entressafra e as condições climáticas adversas dos EUA influenciaram nesse aumento. Vale dizer que a soja é uma das matérias-primas de 'rações e suplementos para animais', que, como se viu, figura entre as maiores influências do mês.

O preço de carnes, por sua vez, tem sido influenciado pela recente normalização das exportações para a China. Os quatro produtos de maior influência responderam por 0,93 p.p. na variação de 1,17%.

Papel e celulose

O setor apresentou um aumento de 1,18% em julho, acumulando 12,58% de aumento ao longo de 2015 e 22,26% na comparação com julho de 2014. Comparado com o índice de junho (2,74%), o de julho caiu 1,56 p.p. Os quatro produtos de maior influência foram 'celulose', 'papel kraft para embalagem não revestido', 'papel para escrita, impressão e outros usos gráficos, não revestidos de matéria inorgânica' (com variação positiva) e 'caixas e cartonagens dobráveis de papel-cartão ou cartolina' (com variação negativa), que responderam por 1,17 p.p dos 1,18%

Refino de petróleo e produtos de álcool

Em julho, o setor apresentou aumento de 1,43%, acumulando queda de 1,22% no ano, e aumento de 1,42% em 12 meses. Os produtos em destaque em julho, tanto em termos de variação quanto de influência, são todos derivados de petróleo e juntos responderam por 1,42 p.p. no resultado de 1,43%.

Veículos automotores

Nesse setor, o resultado positivo de julho contra junho (0,27%), praticamente anula o negativo de junho contra maio (-0,25%). Assim, as taxas acumuladas no ano e em 12 meses ficaram em 3,60% e 8,33%, respectivamente, muito próximas aos resultados de maio. Os quatro produtos de maior influência foram 'peças para motor de veículos automotores', 'carrocerias para ônibus', 'caminhão-trator para reboques e semi-reboques' e 'caixas de marcha para veículos automotores', que somaram uma influência de 0,23 p.p. no resultado de 0,27%.

Outros equipamentos de transporte

Em julho de 2015, os preços do setor apresentaram variação positiva de 2,40% em relação ao mês anterior. O resultado nesse indicador é ligado à variação da taxa de câmbio (R$/US$), tanto que, no acumulado do ano, houve uma variação de preços de 16,58% — contra uma variação cambial de 22,1% — e, nos últimos 12 meses, de 30,43% — contra uma variação cambial de 44,9%.

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