Começa hoje reunião que deve colocar taxa básica de juros de volta em um dígito
Expectativa de mercado é de que a Selic retorne a 9,25% ao ano, menor patamar desde 2013
Economia|Do R7

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil começa nesta terça-feira (25) a reunião que deve resultar no retorno da taxa básica de juros ao patamar de um dígito. A expectativa do mercado financeiro é de que a Selic seja cortada ao menor patamar desde agosto de 2013.
No último encontro do grupo, realizado no final do mês de maio, foi decidido de maneira unânime pela redução da taxa em 1 ponto percentual, a 10,25% ao ano.
Economistas ouvidos semanalmente pelo BC avaliaram ao longo da semana passada que o Copom deve manter o ritmo de redução da Selic novamente em 1 ponto percentual, para o patamar de 9,25% ao ano, o que representaria a menor taxa de juros desde agosto de 2013.
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Caso as expectativas sejam confirmadas e a Selic recue, a sinalização é de que a economia brasileira está voltando à estabilidade após a crise que atravessou o País.
Neste primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.
Com a taxa definida, o BC divulga a ata da reunião na semana que vem, com as explicações dos aspectos que motivaram a decisão.
Taxa básica
A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.
Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.
A taxa também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.
A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa a 13%, vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.













