Confiança da construção volta a registrar queda em fevereiro
Essa foi a terceira queda seguida do indicador, que atingiu o menor nível da séria histórica
Economia|Do R7

O ICST (Índice de Confiança da Construção), da FGV (Fundação Getulio Vargas), recuou 0,9 ponto percentual em fevereiro, atingindo 66,6 pontos, o menor nível da série histórica. Depois de subir em novembro passado (0,9 ponto), essa foi a terceira queda consecutiva, sucedendo as variações de -0,3 ponto, em dezembro de 2015, e de -1,9 ponto, em janeiro.
A coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, afirma que, ao mostrar nova piora e recorde negativo do indicador de confiança, a sondagem da construção de fevereiro sinaliza a continuidade do movimento de encolhimento do setor para os próximos meses.
— Ou seja, não se vislumbra ainda uma acomodação da atividade, mesmo que em patamar baixo. Muitos fatores estão contribuindo para este cenário, mas vale destacar que as incertezas no campo macroeconômico têm se mostrado como um dos principais “gargalos” à melhoria dos negócios.
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A queda do ICST em fevereiro decorreu de piora da percepção das empresas sobre o momento atual: o ISA (Índice da Situação Atual) recuou 1,9 pontos, alcançando 63,6 pontos. Dentre os quesitos que integram este indicador-síntese da pesquisa, a maior contribuição para a queda veio do indicador de satisfação com a situação atual dos negócios, que caiu 3,1 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 64,5 pontos.
O IE (Índice de Expectativas) teve variação de -0,1 ponto, registrando 70,1 pontos. O indicador que mede a perspectiva de demanda pelos serviços da empresa para os próximos três meses foi o que apresentou maior contribuição para a redução do IE no mês, com queda de 0,4 ponto, em relação a janeiro.
A tabela abaixo mostra quais vêm sendo as principais dificuldades sinalizadas pelas empresas do setor nos últimos 12 meses. O item Demanda Insuficiente persiste como principal “fator limitativo”, tendo registrado aumento de frequência de citações de 11,2 pontos percentuais (p.p.) entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016.
O item Outros², que era o sétimo fator impeditivo de expansão, cresceu 11,6 p.p. ao longo dos 12 meses. Entre os itens classificados como Outros, o destaque tem sido a citação à Incerteza no Cenário Macroeconômico. O item Competição no Próprio Setor continua sendo um dos principais problemas para as empresas.
Em contrapartida, a opção Escassez de Mão de Obra Qualificada, que era o terceiro maior fator impeditivo em fevereiro de 2015, com 22,8% das assinalações, atualmente está entre os de menor importância (opção sinalizada por 8,7% das empresas).
Custo da construção
O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M) registrou, em fevereiro, taxa de variação de 0,52%, acima do resultado do mês anterior, de 0,32%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,53%.
No mês anterior, a taxa havia sido de 0,52%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,51%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Materiais, Equipamentos e Serviços
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,39%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,40%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,91% para 0,67%.
A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 1,00%, em janeiro, para 1,06%, em fevereiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo vale transporte, cuja variação passou de 3,30% para 3,89%.
Mão de obra
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,51%, referente ao reajuste salarial de Recife e antecipações em Salvador e Porto Alegre. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,15%.
Capitais
Cinco capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em contrapartida, Brasília e São Paulo registraram desaceleração.















