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Confiança da indústria cai em julho e atinge menor nível para o mês desde 2009

A segunda queda consecutiva foi motivada pelas condições atuais e pelas expectativas futuras

Economia|Do R7

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Resultados mostram pessimismo moderado das empresas, diz FGV
Resultados mostram pessimismo moderado das empresas, diz FGV

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) caiu 4% entre junho e julho, ao passar de 103,8 para 99,6 pontos. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), esse é o menor nível desde julho de 2009 (95,7 pontos).

A segunda queda consecutiva do indicador foi motivada pela piora tanto das percepções sobre as condições atuais dos negócios quanto das expectativas em relação aos meses seguintes.

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O ISA (Índice da Situação Atual) também caiu 4% e chegou a 100,6 pontos. Já o IE (Índice de Expectativas), que mostra o otimismo para os próximos meses recuou 4,1%, para 98,6 pontos. A combinação de resultados sinaliza desaceleração da atividade industrial no mês e pessimismo moderado das empresas em relação aos meses seguintes.

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Demanda

O indicador que mede o nível atual de demanda exerceu a maior influência na diminuição do ISA em julho. A piora das avaliações em relação à demanda fez com que indicador do quesito recuasse 6,2%, para 95,8 pontos, o menor nível desde julho de 2009 (94,1).

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Entre junho e julho, a proporção de empresas que avaliam o nível de demanda atual como forte caiu de 13,4% para 12,0%. Já a parcela de empresas que o consideram fraco aumentou de 11,3% para 16,2%.

O quesito com maior influência na piora das expectativas foi o referente ao emprego previsto. Com a queda de 4,6% em julho, o indicador do quesito atinge 105,1 pontos, mantendo-se abaixo da média histórica recente (112,1) pelo quarto mês consecutivo, e atingindo o menor patamar desde outubro de 2011 (104,9).

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Houve redução na proporção de empresas que preveem aumento no total de pessoal ocupado nos três meses seguintes, de 20,8% para 16,0%; e ligeiro aumento da parcela de empresas prevendo diminuição, de 10,6% para 10,9%.

Após recuar 0,2 ponto percentual (p.p.) entre maio e junho, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou estável em 84,4% em julho.

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