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Confiança da Indústria recua pelo 7º mês seguido e atinge menor nível desde abril de 2009

ICI caiu 3,2% com grande influência das avaliações sobre o atual momento do setor

Economia|Do R7

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Para o Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, resultado acende luz amarela para o setor no 3º trimestre
Para o Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, resultado acende luz amarela para o setor no 3º trimestre

O Confiança da Indústria recuou 3,2% entre junho e julho de 2014, ao passar de 87,2 para 84,4 pontos. Após a sétima queda consecutiva, o índice atinge o menor nível desde abril de 2009, quando alcançou os 82,2 pontos.

A queda do ICI (Índice de Confiança da Indústria), divulgado nesta terça-feira (29), pela FGV (Fundação Getulio Vargas), foi determinada principalmente pelas avaliações sobre o momento presente. Na apuração, o ISA (Índice da Situação Atual) caiu 4,8%, para 85,8 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) recuou 1,8%, para 82,9 pontos.


Para o Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr, o resultado de julho acende uma luz amarela para o setor no terceiro trimestre.

— Ainda que a diminuição do número de feriados possa influenciar favoravelmente a produção, a demanda continua sendo um fator limitativo a este crescimento.


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O indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda exerceu a maior influência na queda do ISA, com baixa de 7,1% sobre o mês anterior, para 78,5 pontos, o menor nível desde março de 2009 (73,5). A proporção de empresas avaliando o nível de demanda como forte caiu de 8,5% para 6,0%, enquanto a parcela de empresas que o consideram fraco aumentou de 24,0% para 27,5%.

As expectativas quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguintes exerceram a maior contribuição para a queda do IE. O indicador recuou 7,6% em julho, para 105,4 pontos, o menor desde junho de 2009 (105,3). Houve queda na proporção de empresas prevendo melhora da situação dos negócios, de 29,2% para 25,6%, e aumento da parcela das que projetam piora, de 15,1% para 20,2%.


Já o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) diminuiu 0,3% entre junho e julho, de 83,5% para 83,2%, atingindo o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%).

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