Confiança do consumidor cai pelo quarto mês seguido em agosto, mostra FGV
O otimismo está no menor nível da série histórica pelo segundo mês consecutivo
Economia|Do R7, com Reuters

A confiança do consumidor brasileiro deteriorou-se novamente em agosto, com o índice da FGV (Fundação Getulio Vargas) recuando 1,7% em relação ao mês anterior. Essa foi a quarta queda mensal seguida e, com isso, o otimismo está no menor nível da série histórica pelo segundo mês consecutivo.
A FGV informou nesta terça-feira (25) que o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) caiu a 80,6 pontos em setembro, contra 82 pontos em julho. Em julho, o índice havia caído 2,3% na comparação com o mês anterior.
A coordenadora da sondagem do consumidor Viviane Seda Bittencourt afirma que os consumidores estão cada vez mais pessimistas em relação ao futuro da economia.
— A mediana de inflação projetada para os próximos 12 meses atingiu 10% em agosto, e as perspectivas para o mercado de trabalho é uma das piores dos últimos dez anos. Esses fatores vêm afetando negativamente as decisões de consumo das famílias.
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Entre julho e agosto, o Índice da Situação Atual ficou praticamente estável, ao variar 0,3%. Já o Índice de Expectativas caiu 0,9%, ao passar de 86,5 para 85,7 pontos. O indicador que mede o grau de otimismo em relação à evolução da economia nos seis meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do ICC neste mês.
O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a situação financeira familiar atual manteve-se em queda pelo quarto mês consecutivo, ao recuar 0,9%. A proporção de consumidores que avaliam a situação do momento como boa aumentou de 14,0% para 14,6% dos entrevistados enquanto a dos que a consideram ruim, subiu em maior proporção, de 20% para 21,4%, o maior nível da série.
Em relação aos próximos meses, o indicador que mede o grau de otimismo em relação à economia caiu 4,2%, atingindo 74,7 pontos, menor nível desde março (70,2). A proporção de consumidores que projetam melhora do cenário econômico diminuiu de 19,2% para 17,4% entre julho e agosto. Já a parcela dos que preveem piora subiu de 41,2% para 42,7% do total.
A percepção de piora do cenário pelo consumidor leva em conta a evolução de variáveis econômicas, dentre as quais se destacam a inflação e o mercado de trabalho. A mediana da inflação prevista para os próximos 12 meses subiu de 9,7% para 10,0% entre julho e agosto.
No quesito que avalia as expectativas em relação ao mercado de trabalho, a proporção de consumidores prevendo maior dificuldade em se conseguir emprego nos seis meses seguintes atingiu 45,0%, a segunda maior da série iniciada em novembro de 2005, atrás apenas dos 46,1% de março de 2015.














