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Crédito do BNDES a operadoras de telefonia deve ficar estável em 2015

Empresas deve receber R$ 3,2 bilhões, menos do que a previsão anterior que era de R$ 4,15 bi

Economia|Do R7

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Os recursos liberados agora se referem, portanto, a projetos aprovados nos anos anteriores
Os recursos liberados agora se referem, portanto, a projetos aprovados nos anos anteriores

O resultado do leilão de concessão para 4G na faixa dos 700 MHz e as negociações envolvendo o controle da Oi e da TIM esfriaram o ritmo de investimentos no setor de telecomunicações.

Após fechar 2014 com desembolsos de R$ 3,2 bilhões para empréstimos já aprovados para as grandes operadoras, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) projeta repetir o valor em 2015.

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Em agosto do ano passado, a projeção era mais otimista. A intenção era liberar R$ 4,15 bilhões em 2015.

Os desembolsos do BNDES para o setor de telecomunicações costumam ser cíclicos.

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Em geral, cada uma das grandes operadoras vai ao banco de fomento de três em três anos, para financiar parte de seus planos de investimentos. Os recursos liberados agora se referem, portanto, a projetos aprovados nos anos anteriores.

A última companhia a ter um empréstimo do tipo aprovado foi a TIM, em dezembro de 2013. No ano passado, nenhum plano de investimentos foi apresentado ao BNDES e, em 2015, o quadro deverá se repetir. "Não temos a expectativa de que nos entreguem um novo plano", explica a chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do banco, Irece Kauss.

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Digestão financeira

O resultado do leilão de 4G atrasa os investimentos porque o valor de outorga ficou muito elevado. "Primeiro, as empresas terão de digerir as outorgas. O esforço dos diretores financeiros no primeiro semestre será se financiar para dar conta desse investimento", afirma Irece, lembrando que o banco de fomento não pode financiar o investimento nas outorgas.

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Embora atrapalhe o ritmo de investimentos, esse fator é previsível, destaca a executiva do BNDES, pois o esforço financeiro das empresas com a taxa paga ao governo é possível de ser calculado. Já o outro fator a atrasar investimentos, o troca-troca de sócios na composição de capital das operadoras, tende a ser muito mais incerto. "Os movimentos societários não sabemos quanto tempo podem durar", afirma Irecê.

Mesmo com a moderação nos desembolsos em 2015 em relação ao ano anterior, o nível de recursos liberados permanece elevado, pois os R$ 3,2 bilhões previstos para serem liberados em 2014 estão 67% acima do valor de 2013, na comparação nominal, sem descontar a inflação. Nos últimos anos, o destaque foi 2012, quando o BNDES desembolsou R$ 4,75 bilhões para telecomunicações.

Contribuição controlada

Ainda assim, o peso do banco nos investimentos anuais do setor é relativamente pequeno, girando, historicamente na casa dos 10%. A previsão é que 2014 termine com R$ 30,52 bilhões em investimentos, segundo dados do mercado. Irece explica que o tamanho do BNDES em relação aos investimentos está relacionado à grande participação de insumos importados nos valores investidos, pois o banco de fomento obedece a regras de conteúdo local. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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