Criação de emprego deve enfraquecer em 2014, diz FGV
A previsão, no entanto, não deve afetar a taxa de desemprego, segundo economista
Economia|Do R7

A geração de postos de trabalho em 2014 deve ser mais fraca do que em 2013, mas sem afetar a taxa de desemprego, avalia o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
Isso porque a PEA (População Economicamente Ativa), que reúne as pessoas que trabalham e aquelas que estão em busca de emprego, deve continuar desacelerando.
Apesar disso, os indicadores sobre o mercado de trabalho apurados pela FGV em janeiro indicam estabilidade, segundo Barbosa Filho.
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O ICD (Indicador Coincidente de Desemprego) avançou 0,3% no mês passado, enquanto o Indicador Antecedente de Emprego recuou 0,9%.
— As condições econômicas são piores do que nos últimos anos, mas a Copa do Mundo de 2014 pode ajudar um pouco. Acima de tudo, os sinais não mostram uma desaceleração mais profunda no mercado de trabalho.
Em relação à desaceleração da PEA, Barbosa Filho afirmou que é difícil saber quando esse efeito vai ter fim.
— Se for relacionado com a renda, é capaz de esse efeito se reduzir, porque a renda está crescendo menos e mais gente pode voltar à PEA. Se for estudo, tem de esperar esse ciclo de estudantes acabar.















