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Dados fracos da Alemanha apontam para desaceleração do crescimento no 3º trimestre

Economia|Do R7

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Por Michael Nienaber

BERLIM (Reuters) - As vendas no varejo alemão caíram inesperadamente pelo segundo mês consecutivo em agosto e a atividade industrial mudou para uma velocidade menor em setembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, sugerindo que a maior economia da Europa perdeu força nos últimos meses.

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O gasto das famílias tornou-se um fator-chave de crescimento na Alemanha, onde os consumidores se beneficiam do emprego recorde, do aumento dos salários reais, da forte segurança no emprego e dos baixos custos de empréstimos.

Mas as disputas comerciais no exterior e as tensões políticas domésticas estão deixando sua marca em uma economia ainda dependente das exportações, que agora está em seu nono ano de expansão.

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As vendas no varejo caíram 0,1 por cento em termos reais em agosto sobre o mês anterior, segundo a Agência Federal de Estatísticas. O dado foi mais fraco do que a expectativa em pesquisa da Reuters de uma alta de 0,4 por cento e seguiu-se a uma queda revisada de 1,1 por cento em julho.

No ano, as vendas varejistas subiram 1,6 por cento, superando a projeção de um aumento de 1,5 por cento, após alta revisada de 0,9 por cento em julho.

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"O ambiente econômico para o consumo ainda é excelente, mas muitos consumidores estão preocupados com as disputas tarifárias com os EUA e com os muitos conflitos abertos no governo federal", disse Josef Sanktjohanser, chefe da associação de varejo da HDE.

Em mais um sinal de que a economia desacelerou, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que o crescimento do setor industrial desacelerou para a mínima de 25 meses em setembro uma vez que as novas encomendas de exportação registraram a queda mais acentuada em mais de cinco anos.

"Era inevitável que o crescimento recuasse dos níveis máximos vistos no ano passado, mas o recente enfraquecimento das exportações realmente tirou força da indústria nos últimos meses", disse o economista do IHS Markit, que compila a pesquisa, Phil Smith.

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