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Decisão dos EUA sobre PCC e CV preocupa instituições financeiras brasileiras, diz associação

Segundo a ABBC, endurecimento das regras americanas pode trazer mais exigências regulatórias e afetar a percepção de risco do país

Agência Estado

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ABBC alerta sobre impactos no sistema financeiro brasileiro após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas.
  • A decisão pode afetar relações entre instituições financeiras brasileiras e americanas, com maior exigência regulatória.
  • Há preocupação com aumento nos custos de compliance e piora na percepção de risco por investidores internacionais.
  • O setor financeiro brasileiro já possui regras robustas contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, mas acompanha o tema para reforçar a segurança e o funcionamento do ambiente financeiro.

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Comando Vermelho e PCC foram classificados como grupos terroritas Aline Massuca/Reuters - 29.05.2026

A ABBC (Associação Brasileira de Bancos) alertou para os efeitos sobre o sistema financeiro brasileiro advindos da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Em comunicado, a entidade afirmou que a medida pode ter impacto, em particular, no relacionamento entre instituições financeiras brasileiras e americanas, diante de um ambiente regulatório em evolução.


“Os efeitos podem alcançar instituições financeiras e empresas que mantenham relações comerciais ou financeiras sujeitas à legislação e à supervisão norte-americanas”, ressalta.

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A ABBC também destaca o risco de aumento nos custos de observância, como resultado do endurecimento das diligências, revisões adicionais de processos de compliance e maior questionamento por parte de parceiros internacionais. O cenário tende a afetar principalmente as operações internacionais e fluxos vinculados ao sistema global, de acordo com a associação. Também pode haver piora na percepção de risco pelos investidores internacionais, alerta.


“Esse ambiente pode produzir efeitos operacionais sobre transações e atividades econômicas legítimas, incluindo maior rigor em processos de validação, monitoramento e análises complementares, sobretudo em operações internacionais e fluxos vinculados ao sistema financeiro global”, ressalta.

A ABBC acrescenta que o setor financeiro brasileiro já opera sob regras “robustas” de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo. No entendimento da entidade, o arcabouço regulatório e de supervisão é forte, alinhado a padrões internacionais e distinto da realidade de outros países que recentemente foram alvos de sanções. “Eventuais medidas dessa natureza devem considerar e respeitar os marcos regulatórios e institucionais locais de cada jurisdição”, diz.


A associação conclui, reforçando o apoio “integral” ao enfrentamento ao crime organizado e às fraudes bancárias. Esse trabalho demanda o “fortalecimento contínuo” das instituições nacionais e o aprimoramento permanente dos mecanismos de controle, acrescenta.

“Nesse contexto, estamos acompanhando o tema e apoiando nossos associados em iniciativas voltadas ao reforço de processos de compliance, monitoramento e cooperação institucional, com o objetivo de preservar a segurança, a previsibilidade e o regular funcionamento do ambiente financeiro”, garante.


Como mostrou reportagem da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mais cedo, o setor bancário teme que a medida dos EUA possa ser o pontapé inicial de uma piora nas relações bilaterais, que levantaria paralelos com a época da imposição da Lei Magnitsky sobre autoridades brasileiras, no ano passado. Nos bastidores, porém, o clima é de alerta, mas não de pânico.

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