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Análise: reação da China à classificação de CV e PCC como terroristas não afeta os EUA

Segundo Vitelio Brustolin, o pedido de Pequim por não interferência em assuntos internos já era esperado

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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O Ministério das Relações Exteriores da China se posicionou contra a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em uma coletiva realizada nesta sexta-feira (29), Mao Ching, porta-voz do ministério, afirmou que o país sempre defende que não haja interferência em assuntos internos de outras nações.

A posição adotada pela potência asiática não surpreendeu o professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense) Vitelio Brustolin, que duvida da efetividade da fala: “Isso não muda a postura dos Estados Unidos e tampouco muda a resposta que o Brasil está dando nesse momento”.


Durante o Conexão Record News, o professor afirmou que Pequim costuma seguir a linha de não interferência por conta das disputas pela supremacia no território de Taiwan: “Qualquer ingerência de um país estrangeiro na questão de Taiwan é uma ingerência contra os assuntos internos da nação [...] Taiwan vê isso de outra forma porque se considera uma nação independente”.

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