Desempenho negativo dos hipermercados impactam na queda das vendas do varejo em março
Pesquisa Mensal de comércio foi divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (15)
Economia|Do R7

O comércio varejista do País apresentou decréscimo de 0,5% no volume de vendas em março deste ano frente a fevereiro. Na comparação março 2014/2013, a queda é ainda maior,1,1%, e representa o menor resultado para o mês desde 2003.
Os dados fazem parte da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (15).
O resultado negativo foi impactado principalmente pelo desempenho fraco do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que apresentou uma baixa de 2,8% nas vendas em março deste ano, ante o mesmo mês em 2013. Já na comparação com fevereiro deste ano, a queda foi de 1%.
O grande problema foi o chamado “efeito-calendário”. Isso porque a Páscoa em 2013 ocorreu em março o que ajudou o comércio do setor, enquanto que em 2014, foi celebrada em abril.
O segmento de tecidos, vestuário e calçados também não apresentou um desempenho positivo e representou o segundo maior impacto negativo no comércio varejista. O decréscimo foi de 7,3% em março deste ano frente ao mesmo mês em 2013.
Os artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamento, também sofreram com o efeito calendário (Páscoa em abril) e tiveram queda de 3,8% no volume de vendas. Já o aumento dos preços dos microcomputadores desde abril de 2013 foi o principal responsável pela queda de 4,9% na comercialização de equipamentos e materiais para escritórios, informática e comunicação.
A expansão superior a 6% nos preços de papelaria também vem impactando negativamente o setor de livros, jornais, revistas e papelaria que teve uma queda nas vendas de 8,2% em março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Marco/fevereiro
Na análise março deste ano com fevereiro, os resultados negativos foram de artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1%), combustíveis e lubrificantes(-1,5%); material de construção (-3,1%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%).
Já os desempenhos positivos foram dos segmentos: móveis e eletrodomésticos (1,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,5%)
Leia mais notícias de Economia e ajuste suas contas
Veja as notícias do R7 na palma da mão. Assine o R7 Torpedo
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia














